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segunda-feira, 28 de março de 2011

Psytrance e Espitirualidade


As primeiras civilizações humanas eram organizadas em tribos que habitavam aldeias. De tempos em tempos realizavam rituais para reverenciarem seus Deuses, a lua e o sol, e se conectar as forças da NATUREZA, agradecendo as dádivas que a MÃE TERRA lhes proporcionava.

Nesses rituais tribais, passavam dias celebrando através das artes e da dança. O som repetitivo dos tambores agia como uma espécie de mantra, provocando um estado de transe e expansão de consciência. Levava seus participantes ao encontro do EU VERDADEIRO, através de meditação espontânea. Em algumas tribos eram utilizadas ervas alucinógenas para aumentar as percepções sensoriais. Toda essa atmosfera criada emitia uma freqüência vibracionária elevada, como se o coração de GAIA pulsasse em direção aos confins do UNIVERSO, que respondia com a manifestação de uma FORÇA DIVINA SUPREMA, gerando a clara sensação de UNICIDADE.

Com o passar do tempo, as pequenas aldeias se transformaram em cidades. A figura do Xamã, que era o líder na escala hierárquica das aldeias, foi substituída pelas autoridades políticas, civis, religiosas e econômicas. Os homens passaram a organizar-se em sociedades, guiados por suas autoridades, como um rebanho de ovelhas por um pastor. O modo de vida das pessoas passou a ser padronizado, e a ligação com o COSMOS diminuiu gradativamente. A MÃE TERRA deixou de ser reverenciada. O homem passou a agredi-la de forma progressiva, agindo como um vírus que deteriora o organismo no qual se instala.

Vale ressaltar que ainda em tempos modernos, podemos encontrar tribos que vivem como as primeiras civilizações, e fazem seus rituais de celebração. Mas se encontram em lugares remotos, vivendo num mundo totalmente a parte, sorte deles.

Durante séculos os rituais de celebração e ligação com as forças da NATUREZA mantiveram-se adormecidos. Até que no final da década de 80 surge em GOA, na Índia, um movimento psicodélico influenciado pelo princípio da música eletrônica.

Goa era um estado independente da Índia, caracterizado pela liberdade, tolerância religiosa e diversidade cultural e por isso tornou-se um ponto de encontro internacional para “new agers”, místicos, anarquistas, traficantes de drogas, filósofos e pessoas interessadas em espiritualidade. Mochileiros europeus e americanos que buscavam fugir do inverno rigoroso e da busca por uma posição no sistema ocidental estabelecido, encontraram em Goa seu porto seguro.

Inicialmente, as festas na praia eram movidas pelo rock psicodélico e pelo reggae, com decorações da mitologia indiana e cores fluorescentes. Entre 1987 e 1988 a música eletrônica foi inserida no cenário, encontrando certa oposição inicial, mas logo a faísca pegou fogo e passou a fazer parte da cena de Goa. As primeiras Raves surgiram em Hamburgo, na Alemanha, marcando o reencontro dos mochileiros de Goa em solo europeu, e assim passaram a acontecer periodicamente por toda Europa e posteriormente espalharam-se pelo mundo.

A partir daí, os seres humanos em maior conexão com a NATUREZA resgataram os rituais de celebração contextualizando-os e adaptando-os ao mundo pós-moderno através dos FESTIVAIS DE TRANCE. A expansão de consciência outrora alcançada com maior facilidade através de ervas alucinógenas passou a ser atingida pelo uso de substâncias sintéticas tal como o Ácido Lisérgico Dietilamida e o MDMA. A batida repetitiva dos tambores foi captada pelos sintetizadores eletrônicos e misturada a mantras orientais e sons psicodélicos, criando um estilo musical conhecido inicialmente por GOA TRANCE e posteriormente por PSYTRANCE que acabou englobando o estilo anterior como uma de suas vertentes.

O fogo sagrado aceso por nossos ancestrais foi redescoberto, e em tempos de despertar de consciência a aldeia global reaprendeu a reverenciar a sagrada MÃE TERRA. “Somos todos irmãos, filhos da Terra. Este é o momento de celebrarmos a vida com PAZ, AMOR, UNIÃO e RESPEITO.”

Texto escrito por meu grande amigo João Iserhard, o ser mais evoluído espiritualmente que já conheci.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Terráqueos - Japão


Nas últimas semanas, tocar no nome da maior potência mundial em tecnologia gera piedade universal. Terremoto, Tsunami, Terremoto, Tsunami. Centenas de milhares de almas se perguntando: por quê?

O Japão é o único país que se recusa a cumprir a lei mundial que proíbe a pesca de baleias e golfinhos. Todos os dias pescadores vibram bastões de aço dentro do oceano, confundindo as ondas sonoras de comunicação dos animais. Isso os atrai para uma parte mais rasa do píer, onde alguns são feridos com lanças, pois os pescadores sabem que um golfinho jamais abandona um membro de sua familia que esteja ferido. Machucando alguns, eles mantém todos no mesmo local, sem risco de fuga.
Tendo assegurado suas vítimas, a matança começa. Um por um, cada golfinho tem sua garganta cortada e seu corpo atirado no deck para que agonize de dor e descompressão até a morte.
Você sabia que um golfinho está entre os animais mais inteligentes do nosso ecossistema? Eles tem total noção de quem são, da sua familia e da sua função na Terra. Além da imensa capacidade de compreender os seres humanos.
Cada ser vivo é único em nosso planeta e aqueles que são diferentes de nós, são capazes de ver, ouvir e sentir coisas que jamais compreenderemos.
O homem tem total noção da inteligência e pureza animal e, ao invés de admira-la, ele se aproveita dos que são incapazrs de fazer-lhe algum mal.

"A natureza não se vinga, ela apenas avisa que não aguenta mais exploração."

segunda-feira, 14 de março de 2011

Terráqueos - o vestuário.


Somos seres consumistas por natureza. Quanto mais, melhor. Quanto mais caro, melhor. Quanto mais cruel, melhor.

Grande parte das roupas que vestimos, principalmente as de inverno, não passam de carcaça, de pele morta á base de sofrimento.
A maior quantidade do couro usado para fazer jaquetas, botas, cintos e carteiras vem da Índia. As vacas são compradas clandestinamente e precisam ser transportadas para algum lugar onde o abate seja legalizado. Elas caminham até três dias sem descanso, sem água e sem comida, logo depois são levadas umas por cima das outras em um caminhão sem rampa de descida, frequentemente sendo puxadas brutalmente para o chão no desembarque, quebrando ossos das patas, costelas e seus chifres.
Não bastasse tamanha crueldade, quando por vezes caem exaustas ao chão, tem os ossos de seu rabo quebrados á marteladas para que se levantem. Metade desses animais chegam mortos ao abatedouro. A outra metade leva uma forte pancada na cabeça, algumas não perdem a consiência e mesmo assim são depinduradas pelas patas traseiras e tem sua garganta cortada, logo, agonizam até a morte, sangrando, sem defesa nenhuma.
100% das peles usadas em casacos vem da mais selvagem natureza. Os animais mais livres de nosso ecossistema são caçados, enjaulados e mortos sem a menor piedade.
Muitos enlouquecem devido ao pequeno espaço nas gaiolas, onde só podem deitar, levantar e medir dois ou três passos.
A morte desses animais precisa ser cuidadosamente agoniante, pois sua pele não pode ser danificada. Nesses casos, varia entre uma eletrocução por via anal, para as rapozas; ter a cabeça pisoteada até a morte, para os guaxinins; ser pego pelos pés e batidos no chão até morrer, para as chinchilas ou ter suas penas e seu couro arrancados do animal vivo, para emas e avestruzes.
É isso o que você quer vestir na frente dos seus filhos? É dessa forma que você, dentro do seu casaco de morte, quer melhorar o mundo?
O que a máquina de consumo insustentável mundial quer é exatamente isso: que você vista sofrimento.

"Os animais não foram feitos para os humanos, assim como os negros não foram feitos para os brancos ou as mulheres para os homens."

domingo, 13 de março de 2011

Terráqueos - o alimento.


O dia de hoje foi de extrema importância para mim. Hoje a maior verdade que eu poderia descobrir na vida veio á tona: o homem é o único animal capaz de, conscientemente, causar dor em uma espécie semelhante por mero divertimento.

Você sabe de onde vem e como é feita a carne do seu churrasco? Você sabe quais e quantas vidas são sacrificadas para que você coma seus deliciosos Nuggets?
Se os abatedouros tivessem paredes de vidro, todos nós seríamos vegetarianos.
90% da carne que ingerimos todos os dias provém do sacrifício, da dor e do sofrimento de animais completamente indefesos. Vacas são abatidas da forma mais cruel e desumana possível, as leiteiras são separadas de seus filhotes logo após o nascimento para que eles não mamem seu precioso leite, que vai direto para as fábricas.
Esses mesmos filhotes, quando nascidos machos, ficam aproximadamente quatro meses acorrentados em uma cela com menos de 1,5m² para que seus músculos não se desenvolvam e são alimentados somente com leite, nada de água, nada de comida. Esses animais são carne de Vitela, vulgo, baby beef.
Cada Nugget que vem crocante dentro das suas bonitas caixas é um pintinho que sofre desde que estava dentro do ovo. Chocados em chocadeiras artificiais e recebendo taxas altíssimas de hormônios para que fiquem mais amarelinhos e atraentes, esses pintinhos nascem com deformações sérias frequentemente. Anomalias causadas pelo enorme agrupamento a que são submetidos. Não bastasse a falta de espaço, a dor, o sofrimento e a solidão dessas criaturinhas, eles são selecionados como coisas e os que tiverem a infelicidade de não nascer perfeitos são triturados junto ás suas cascas.
É então que nos surge a dúvida: somos mesmo seres racionais?
Pessoas capazes de matar a sangue frio, de separar filhotes de suas mães, arrancar a pele de animais vivos e submeter nossos antecedentes primatas á cirurgias sem nenhum tipo de anestesia podem ser consideradas racionais e em pleno uso de suas faculdades mentais?
Engano o de quem pensa que os seres humanos são os únicos capazes de sentir empatia. Se não respeitamos nossos semelhantes, como iremos conviver em paz?

"Enquanto houverem abatedouros, haverão campos de guerra."

Esse texto foi o primeiro de uma série chamada "Terráqueos" em homenagem ao documentário mais chocante, verdadeiro e revoltante que já assisti. Ao longo dessa semana vou expor para quem quiser ver o horror e a crueldade que a humanidade esconde.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Mais do que eu possa explicar,


Não existe definição certa e precisa para amizade, mas eu sei que vocês dois superam e muito o significado dessa palavra.

Há bastante tempo que não se sabe mais quem é quem no mundo, nem o quanto se pode confiar nos seres humanos, mas a partir do momento em que conheci meus dois melhores amigos eu soube exatamente quem eram e o que esperar deles. Amizade não é só para diversão, junção, loucura. É também para os piores momentos e eu sei que, quando eu mais precisar, são vocês que vão me pegar no colo e me ninar até dormir. Porque em vocês eu encontrei somente casas de sentimentos bons, sorrisos expontâneos e abraços sinceros.
Sabemos se as pessoas são ruins ou não ao observarmos o modo como tratam os animais e, depois que eu vi vocês dois cuidando para não machucar um cascudo, eu soube que não existem tantos seres humanos assim no mundo.
Não interessa que digam que amizade entre homem e mulher não existe, para mim, vocês dois fazem parte da imensa bolha onde eu vivo, já estão dentro do meu coração. E daqui a alguns anos eu sei que isso não vai mudar, porque vocês tem células revolucionárias em seus corações, assim como eu. Que nossa paz de espirito e convivência em harmonia não se acabe nunca e não mude jamais.

Meus amores, nós três em sintonia, vamos mudar o mundo, nem que seja só o nosso.
Eu amo vocês, Kaue e Gui.