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segunda-feira, 25 de julho de 2011

As divas também dizem adeus.


(23/07/2011)
Nos deixa hoje uma das maiores artistas de todos os tempos. Amy Winehouse, com sua aura tão dramática e ao mesmo tempo tão absolutamente rica de talento, deixou-se bater á porta da morte.
Não há substitutos á altura do talento, expressão e verdade que transmitem sua músicas, cantadas por uma alma despida de pudor. O que para muitos era apenas uma estratégia de marketing tornou-se o pior inimigo da maior estrela da cena musical dos ultimos tempos.
O personagem Amy, tantas vezes parodiado maldosamente finalmente confirmou-se como seu "eu" real. A criatura mata o criador e dilacera nossos corações tão sedentos por alguma verdade musical que é quase impossível de se encontrar nos dias atuais.
Amy Winehouse era a única cantora com menos de trinta anos que pode ser comparada á ícones como Janis Joplin (minha heroína). E, sinceramente, não acredito que haja outra ainda neste século.
Em uma indústria descartável como a da musica, nossa diva se provou sólida e impecável ao lançar "Back to Black" e adquirir cinco EMI's, o Oscar musical.
O vozeirão que saía do franzino corpo de Amy se calou, emudecento de susto um planeta inteiro que a conhecia inteira, pura, real e despida de caricaturas.
Não tenho palavras para expressar meu pezar por essa perda tão dolorosa, que abre um buraco na cena musical mundial, um vazio que significa que jamais teremos notícias da nossa pequena e brilhante escabelada.
Amy Winehouse marcou muito a minha vida e tenho certeza que a de muitas outras pessoas também. Ela me deu um presente inesquecívelmente gratificante: a possibilidade de poder retribuir a cultura e riqueza musical que recebi de meus pais com nomes como Beatles, Janis Joplin, Bob Dylan e Rolling Stones.
Jamais pensei que haveria, na minha geraçãom algum artista que eu pudesse orgulhosamente apresentar a meus pais e Amy me provou que era a única.
Nos deixa a herança mais valiosa que podia: dois álbuns repletos de canções irretocáveis e tão absolutamente auto-biográficas que permitirão ás próximas gerações conhece-la tão bem quanto a nossa.
É com lágrimas nos olhos e um nó na garganta que anuncio que nossa pequena diva travessa, "Back to Black".

A cor dos olhos.


Hoje eu acordei inteira. Sem meios termos, sem muletas ou cadeiras de rodas, sem falsos apoios, não precisando me escorar em nada para sobreviver. Hoje sou toda minha e me basto, me fortifico, sou-me suficiente e já bastante acompanhada de mim mesma.
Queimei meus medos e fraquezas e, mais uma vez, renasci forte, capaz, destemida. Não sinto-me mais só, porque tenho a mim, não necessito de compania porque percebo-me geminiana, doble face, uma faz compania a outra sem entrarem em conflito dentro de mim, sem brigas, apenas complementos.
Deixei muitas coisas para trás desde ontem, o dia "D" para mais uma decepção que passei e que por menor e mais desimportante que tenha sido, feriu meu orgulho feminino como a gilettejamento da noite.
Nada que vá deixar danos permanentes, apenas alguns arranhões em meu ego, um tropeção momentâneo.
Hoje me recebo de braços abertos, com um buquê de flores na mão, voltei á sanidade. Meus dias de retiro espiritual forçado me ensinaram a ver beleza quase á força, em quase tudo.
Tive altos e baixos dignos dos romances que quero escrever algum dia. Eu quease morri, quase perdi entes queridos, quase enlouqueci, quase me apaixonei por outro canalha. Graças ao meu santo - que se prova mais forte a cada dia - nenhuma das minhas tentativas se realizou. E tudo isso só me ensinou boas lições. Aprendi que o passado segue em frente, mesmo que venha me assombrar as vezes; aprendi que amor de verdade é aquele que permanece independente de tudo e que por melhor e mais maravilhosa que uma pessoa seja, podemos ama-la sem se apaixonar por ela.
Aprendi que o caminho até o castelo do principe é um imenso brejo com infinitos sapos á nossa disposição, mas temos que aprender a escolher por quem vale á pena se arriscar.
Ouvi bons conselhos de boas e más pessoas que são e sempre serão a imagem escarrada do "nada é tão ruim que não possa piorar" e entendi a única regra que deve ser seguida nessa vida: carpe diem.
Hoje vou embora de alma lavada, espirito livre e mente em equilibrio. Sou jovem, interessante e sedenta de conhecimento, renovada e renovante, fecho o ciclo de mais momentos na minha vida sentada na grama, sendo abençoada pelo confortável sol do inverno e frente á contemplação de uma paisagem tão absurdamente linda que só me faz querer dançar.

terça-feira, 5 de julho de 2011


"Eu tenho as armas de que necessito para me defender, e mesmo que eu perca, eu ganho, já perdi algumas vezes e sei como funciona a lei das compensações. Quero acolher com generosidade o que em mim se manifesta de forma incorreta. Não vou pedir permissão aos outros para desenvolver a mim mesma, mando no meu corpo e em tudo o que ele confina, coração incluído, consciência incluída. Talvez eu esteja com receio de ter ido longe demais desta vez e esteja preparando a minha defesa, caso alguma coisa não saia como esperado. O que eu espero? Não espero nada, espero tudo, estou à deriva nessa aventura. Eu queria cristalizar esse momento da minha vida, mas estou em alta velocidade, e não sei se quero ir adiante, só que eu não tenho opção. Acho que é isso. Eu tinha opções, agora não tenho. Não consigo parar esse trem."



(Martha Medeiros)