Páginas

domingo, 27 de junho de 2010

O Novo



A gente acha que, por já ter jogado uma ou duas vezes, pega experiência. PAPO. Mais uma cidade. Novo ar. Uma casa nova, no mesmo lugar. No entanto, acumulam-se teias de aranha naqueles cantos da nossa alma que a gente tem medo de mexer. Sempre tive medo de mudar a ponto de não me reconhecer em escritos antigos, espelhos empoeirados. Então eu volto ao estado inicial, aquele de anos atrás. A gente sempre acaba voltando pro cassino. Mas o jogo é outro, mais difícil, imprevisível e com uma aposta mínima que a gente simplesmente não tem como pagar. É o mundo ensinando a gente que ainda não deixamos de ser os adolescentes cheios de dúvidas que éramos. A diferença é que somos maiores que outrora, e em nossas cabeças há ainda mais espaço para mais e mais questionamentos.
Quanto mais claro fica para mim a noção do que é certo, mais meus pés apontam para o obscuro caminho do absolutamente desconhecido.
Não posso dizer que não gosto. Mas também não direi que tem sido simples. E o que é simples, aos vinte-e-tantos anos? A gente se sente velho demais para jogar tudo pra cima e fugir. A gente se vê jovem demais pra dar o próximo passo sem olhar pra trás. Então a gente fecha os olhos e caminha até cair. A cada vez que ergo meu corpo, percebo nos pés descalços a textura de um novo chão, na pele o toque de um vento que vem de outro lugar, e que traz consigo outros aromas. Um deles, em especial, me captura o olfato, prendendo-me numa não-intencional caçada sem espingarda em punhos. É o momento em que meu peito pode ser perfurado pela mais insignificante flecha de papel.

Na mosca, guria. Na mosca.
É sua, aquela silhueta turva dois quarteirões adiante?
Por quê sozinha?
Seria apenas na minha cabeça?
Tenho acordado de sonho nenhum, tenho dormido apenas pra ver se paro de sonhar…
… pra variar.

E é tão real, o pesadelo de perder o discernimento pra sempre.
Mais uma cidade. Novo ar. Uma casa nova, no mesmo lugar.
O que eu aprendi com o amor? Palavrões novos.

- Por Lucas Silveira, a quem eu admiro muito.

sábado, 19 de junho de 2010

Diga a ela como você a admira. Quando estiver desanimada, abrace-a forte. Escolha-a sempre entre todas as outras mulheres ao seu redor. Brinque com seus cabelos. Faça cócegas nela. Apenas converse com ela. Colha flores de outros jardins e dê a ela. Leve-a na praia e vejam o sol se pôr. Segure sua mão e faça uma caminhada. Segure sua mão e corra. Segure sua mão, e levemente a beije. Apenas segure sua mão. Converse com ela no cinema. Diga que ela está linda. Apresente ela a seus amigos como: "A mulher da minha vida." Leve ela à biblioteca, a parques de diversões e à cafeterias. Faça massagens em suas costas. Faça ela adormecer em seus braços. Diga-lhe gracejos bobos; talvez isso a faça sorrir. Escreva poemas sobre ela. Caminhe com ela, nem que seja pelo quarteirão. Jogue pedrinhas na janela dela à noite.
Surpreenda ela. Faça coisas que a faça sorrir, dar risada, e a faça querer beijar você loucamente. Quando ela começar a gritar com você, escute-a e pergunte o que a deixou assim. Deixe-a louca por você, depois a beije suavemente. Ligue somente para dizer "Oi". Ligue de volta quando ela te ligar. Sussurre em seu ouvido. Cante para ela, não importa o quanto ache que sua voz não é legal. ♪ Escreva seus nomes numa árvore. Empurre-a em balanços. Desculpe-se quando fizer algo que a deixou triste e não repita de novo. Deixe recadinhos inesperados no carro, na porta, expresse o quanto ela significa para você. Leve-a para lugares românticos e leve cobertores para verem as estrelas. Apareça de surpresa. Dê presentes que só vocês entendem. Ensine-a a tocar um instrumento. Escreva uma música para ela. Diga a ela que você acredita que isso seja um conto de fadas.
Sinta o perfume dela. Carregue os livros para ela. Diga que ela é a chave do seu coração. Faça cds com músicas que lembram vocês. Escreva-lhe cartas. Se pedir que você vá a um show com ela, vá, mesmo que viagem 5 horas. Saiam pela estrada, sem nenhum destino. Acredite nos sonhos dela, ajude a transformá-los em realidade. Ouça as músicas favoritas dela. Quando ela estiver triste, fique no telefone com ela, mesmo que ela não esteja dizendo nada. Compre a ela um sorvete. Olhe em seus olhos e sorria. Dance devagar com ela se a música for rápida. Deixe ela tirar de você quantas fotografias quiser. Faça a ela um romântico jantar em dias especiais. Lembre-se de datas e a surpreenda em seu aniversário. Beije-a na testa. Beije-a na chuva. Beije-a onde ela menos espera! Sempre que quiser estar com ela, diga. Seja seu melhor amigo. Depois de tudo isso... Quando ela menos esperar, diga em seu ouvido, bem baixinho: — Eu te amo!

- Flavia Falcão

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Desde pequenos, sonhamos com nossa casa própria e nossa vida própria, de preferência bem longe dos pais.
Eu alcançei isso. Uhuu, parabéns pra mim? Não. Todo mundo quer sair de casa, mas não sabe a verdadeira face da vida adulta. Aquela em que lavamos, passamos, cozinhamos, limpamos banheiros e vamos ao mercado sozinhos, escolhemos as compras sozinhos, carregamos tudo para casa e comemos sozinhos depois. Quando fui morar sozinha, cheguei pensando "cidade grande, vida sem os pais, festa", me dei mal. Estar aqui longe de toda a mordomia que eu tinha, longe da minha familia, da minha empregada e de qualquer coisa que facilite a minha vida ensinou-me, na marra, o que é ser independente.
Depois de um tempo descobrimos que o conto de fadas não era tão bonito assim e que de vantajoso, só nos resta o direito de ir e vir sem precisar avisar ninguém, ou melhor, sem ter para quem avisar.
Depois de muito chorar de tristeza ao ver minhas unhas após a lavajem das minhas roupas, ou de quase vomitar cada vez em que ia limpar um simples banheiro eu descobri que esse tempo solitário me fez bem.Hoje voltei da escola planejando meu almoço, tomei um enorme banho de chuva (o que antigamente teria me deixado morta de ódio e de vergonha) sem me preocupar se meu cabelo estava horrendo ou se alguém estava achando feio. Pela primeira vez em muitos anos eu saí de casa sem maquiagem e de cabelos molhados parar ir ao mercado comprar mantimentos para mim mesma e não chorei de cansaço por carregar as sacolas por quilômetros na volta para casa.
Viver sozinha implica em muitas responsablidades e se você não souber escolher minunciosamente suas prioridades, vai sofrer tanto quanto eu sofri, achando que iria mandar minhas roupas para a lavanderia ou que a comida iria se comprar sozinha e aparecer no armário. Depois de tudo o que passei com a mudança radical no meu cotidiano, aprendi meus valores, aprendi a ser forte.
A princesinha amadureceu quase á base da porrada, mas amadureceu. Aprendi lições de adulta, aprendi a me virar sozinha e a não dar mais tanta importancia para coisas pequenas, para minorias, na verdade. A vida solitária já é tão vazia para que eu me preocupe com qualquer detalhe!
Hoje eu sei que, se eu quiser comer, que cozinhe. Se eu quiser roupas limpas e cheirosas, que lave. Se eu ficar doente, vou ter que cuidar de mim mesma. E por aí vai, sem excessões, é a vida de gente grande, Magnata, você tem que aprender a conviver consigo mesma (:

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Uma princesa perdida.

Ela não sabe quem eu sou, mas não me encanta menos por isso. É linda, sorridente, positiva... uma deusa. Uma princesa perdida nesse mundos de realidades que não se aplicam á sua delicada aura, tão doce, tão pura, tão inexplicável.
O modo como ela se move é suave o bastante para assustar, mas ao mesmo tempo fascina o farfalhar de seus cabelos meio loiros, meio morenos. Seus olhos são negros, mas com um brilho azulado, não se explicar.
Tanara significa princesa,ela faz jus ao nome. Será que não tem nenhum defeito?! Me espanta olhar e olhar, passar todo o tempo possível admirando-a sem encontrar nenhuma falha, nenhum medo.
A perfeição em estilo, com suas roupas sempre diferentes e acessórios improváveis combinados com os penduricalhos nos seus cabelos, como é linda!
Tanara, seu unico erro foi amar demais um cara que não se apaixonou por ela com a mesma intencidade, nem sequer com o respeito que ela merece. Mas ainda assim ela o ama, isso me mortifica, mas ela o ama! O que fazer a respeito? Nada :/ só posso continuar a observa-la.
Podes não perceber, mas toda a vez em que passas por mim, inflo o peito num sorriso e te olho como se fosse te liquefazer e te beber até ficar de porre. E assim você passa por mim, o invisível perante seus olhos apaixonados por aquele cara.
Sou apaixonado por você desde a primeira vez que eu te vi, mas estou ciente das minhas condições de anônimo, de insípido, inodoro e incolor aos seus olhos maravilhosos. Eu te amo, Tanara Rodrigues, minha princesa perdida, que ainda não me econtrou.





esse texto foi-me mandado por email hoje mais cedo! é anônimo,mas fiquei encantada e espantada com tamanha delicadeza *_______*
obrigada, anonimo, quem quer que seja!