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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Essa noite eu tive insônia.


Três horas ociosa na escuridão da madrugada e no conforto da minha cama deram-me muitas conclusões a meu respeito e a respeito do meu respeito.
Pensei que penso demais, procuro, analiso e tiro minhas próprias conclusões, que de verdadeiras só tem a vontade, mas ajudam-me a enganar a curiosidade que tenho enquanto não crio coragem de perguntar.
E assim me enganando, mentindo descaradamente a mim mesma é que percebo-me mudando novamente, outra fase, outra vida, outra mulher nascendo porque quer ser escolhida.
Pensava eu com meus botões naquela madrugada que geminiana gosta mesmo é de ser mudada, transformada. Que se for pra me apaixonar que não seja por alguém que ame tudo em mim, que concorde com todas as minhas loucuras, que me ache linda, maravilhosa e perfeita.
Eu quero um cara que me pegue do braço e brigue comigo quando estiver prestes a surtar, que tenha opinião própria, cérebro no lugar de músculos. Alguém que me ache bonita, mas entenda minhas celulites e unhas por fazer.
Gostaria de um rapaz que não fosse escandalosamente bonito, que não faça academia, que não me olhe como um pedaço de carne e nem diga que fico melhor de salto alto.
Eu quero alguém que me veja de pés descalços, cara lavada e cabelo por fazer e ainda assim me ache linda. Que concorde que meus olhos grandes substituem a bunda grande que eu não tenho, alguém que fique (só) comigo, que ande de mãos dadas e me apresente aos seus amigos.
Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com acampamentos nos finais de semana, festivais pelo mundo e alguns pratos vegetarianos. Eu quero parar de tomar refrigerante, quero passar horas e horas vendo-o fazer o que gosta eu quero beijos na testa e calças de moletom com cartucheira.
Quero a plenitude de um pôr-do-sol visto da grama, debaixo de uma árvore, num abraço quentinho de fim de tarde. Eu quero alguém que me mostre verdades que eu não conheço através dos próprios olhos e que reproduza em ondas sonoras as batidas do meu coração.

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