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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mais uma vez me pego sentada em posição de dama, com as pernas cruzadas e as víceras em profana confusão. Tu sentavas logo mais na minha frente e as minhas mãos formigavam incessantemente, lembrando do cheiro maravilhoso que a tua pele tem, um cheiro próprio, mistura de tabaco, marijuana e suor. E nos momento em que te observo, penso que encheria meu quarto e o teu se fosse sólido o que eu sinto, e é nessas horas que, desejando dar um murro na minha própria cara, divirto-me com a possibilidade de ir pro inferno por sua causa. A realidade do presente é um latifúndio cruel e enlouquecedor, foi a partir dele que descobri que o presente é só o momento em que passado e futuro se beijam e então seguimos para algum lugar. Mas com calma percebo que a estação já vai mudar, levando algumas coisas e trazendo outras tantas para dentro de nós. Tu sabes, a desordem é tenaz, tantos laços, tantas amarras, os controles e pretensões, nada adianta se o vento não soprar. Tenho todas as armas de que preciso para me defender dos possíveis machucados que estes teus olhos verdes possam me causar, mas lamento a incompetência da minha força de vontade, que transforma todos os meus anseios em desejos masoquistas toda vez em que vais embora dizendo que és o cara que não vai me dar nada, sendo que já me destes coisas a ponto de me transbordar. Te desvendo um pouco mais a cada segundo que passa e quanto mais passa, mais percebo que não cheguei nem mesmo na metade do caminho e a tua ausência tem gosto de preto e branco, me engole e mastiga em todas as despedidas. Um arrepio na nuca e eu queria cristalizar o momento de todos os nossos beijos, que sempre tem um quê ofegante de primeira vez, mas estou em alta velocidade e não sei se devo ir adiante, só que não tenho opção. Acho que é isso, eu tinha opção e optei pelo fascínio do errado, não consigo mais parar esse trem.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Como as borboletas

Quando eu tinha oito anos ouvi falar que as mulheres eram iguais ás borboletas e fiquei me perguntando o sentido daquela comparação. Passei anos sempre perguntando para qualquer adulto que fosse o que, afinal, tinham a ver as mulheres e as borboletas. Sempre me respondiam que eu era pequena demais, que quando crescesse entenderia. Cresci observando cada par de asas coloridas ou lisas, luminosas, cheias de desenhos, cores e texturas e percebi que muito tinham a ver com as tantas saias rodadas que eram moda naquela época, de tecidos leves e esvoaçantes. Observei a delicadeza que elas tinham ao voar lentamente ao redor das pessoas e das árvores e também reparei o quanto se assemelhavam aos movimentos femininos, sempre cuidadosos, medidos e delicados. Cresci me comparando ás borboletas, com elas no ar ou no estômago, eu estava sempre ali analisando. Passei por um milhão de transformações por dentro e por fora de mim constantemente, transmutei-me em tantas coisas que por vezes nem me reconheci mais. Ser borboleta é mais difícil que ser gente, porque as borboletas vivem livres e nunca erram. E depois de milhares de cabelos, unhas, roupas e frios no estômago, despi todos os meus personagens e descobri, finalmente, quem eu era. Aprendi, por fim, o significado daquele provérbio. Aos dezoito anos eu entendi uma coisa que muita gente despreza: que é da larva feia que nasce a borboleta linda. Toda mulher é linda, toda mulher merece o mundo aos seus pés quando acorda de manhã. Feliz dia Internacional da Mulher. Um mais que especial pra minha mãe, linda! Te amo♥

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Agridoce.

Tenho estado num eterno fim de tarde, quando é cedo para sair pra dançar e tarde para curtir o sol. Percebo-me estranha nesse exato momento, porque apesar de desacreditar em tudo ao meu redor, ainda sonho alguns sonhos bons. Não sei se algum dia estarei pronta para viver um relacionamento outra vez, mas é exatamente no momento em que se tem todas as armas prontas para atirar que o gatilho não funciona. São centenas de milhares de mágoas e feridas guardadas em caixas e gavetas dentro de mim, separadas de todas as coisas boas que já fiz e vivi na vida, mas é tudo tão diferente... A felicidade é bastante egoísta, se você for analisar friamente. Quando ela te agracia, destrói o amor de outra pessoa sempre, independente de quem seja. Não há como sermos todos felizes. E o mundo continua nessa batalha incessante por algum feixe de luz no fim do túnel, numa corrida alucinada por qualquer coisa que faça seus corações vibrarem e por isso saem atropelando a tudo e a todos. No meio dessa escuridão tão clara e tão absolutamente visível encontrei boas pessoas e viví bons momentos, porém nada que fosse duradouro e concreto. Viver de sonhos é bastante cansativo, afinal. Depois de fantasiar mil e uma noites com alguém, você acorda e vê que tudo não passa de possibilidades, coisas que talvez nunca aconteçam. Quantas vezes vou me apaixonar e desapaixonar na vida? Quando alguém, realmente, vai me transbordar? Cada um é diferente na sua essência e é isso que complica tanto a relação entre seres humanos. Já me peguei diversas vezes criando possibilidades com um certo par de olhos verdes e tantas outras me perguntei "por que, Deus, por que não deu certo com aquele basilisco?!". Ninguém sabe, afinal, de onde viemos, pra onde vamos ou mesmo qual é o nosso propósito nesse lugar, mas eu sei que somos muito pequenos diante de tudo que somos capazes de sentir. O amor é uma monstruosidade que acontece uma ou pouquíssimas vezes na vida e, apesar de minha pouca idade, sei que já amei alguém e sei o quanto isso é destrutivo. Amar é abrir mão, é dispor-se a muitas coisas sem querer nada em troca e disso eu morro de medo todos os dias. Não, eu não quero amar de novo, muito obrigada, já alcancei meu limite de cicatrizes por essa encarnação e pela próxima. Mas não hei de ficar sozinha pra sempre. A questão final de tudo é o modo como lidamos conosco e com os outros. Sempre seremos feridos, estraçalhados e atirados na salmora, mas será que isso é para a vida toda? Passo noites em claro pensando na solidão que me rodeia e ainda assim não encontro nenhuma solução para o mundo de problemas que carrego nas minhas costas. Eu sei que lá no fundo, há tanta beleza no mundo (!), eu só queria enxergar. Gostaria muito de me ver de fora, observar todos os meus movimentos e descobrir de uma vez por todas o que há de errado comigo e com meu coração que tem a mania de ser mais volúvel e bipolar do que três geminianas juntas. Talvez eu seja, enfim, o problema e não haja nenhuma solução plausível para meu destempero emocional eterno, mas o que não me deixa perder as esperanças é que eu já consegui uma vez e, sendo assim, posso conseguir de novo. A diferença é que quando se tem quinze anos e alguém diz que te ama, você acredita. Por mais maravilhoso que seja, tudo tem seu prazo de validade. Eu gostaria muito de vir aqui e dizer que, sim, vou namorar, casar e ter um batalhão de filhos, mas isso será plenamente impossível até o momento em que acontecer de novo: até eu olhar pra alguém que possa ser meu e sentir as mãos formigando, os olhos enchendo d'água, minhas borboletas do estômago ressucitando e, enfim, começaremos tudo outra vez...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Trance(nder)

São centenas de milhares de sentimentos, flash's de luz, sorrisos misturados a batidas, música dentro do seu coração. É a legítima sensação de não existir amanhã, de não importar o depois, de não suportar a ideia de que aquilo um dia vai ter fim. São seus pés imundos e descalços dos sapatos que cansaram de dançar, são pessoas batendo seus pés e mãos na terra como em um ritual de harmonia, respeito e renovação da alma. Há não muito tempo eu descobri um lugar mágico, um lugar onde tudo é real, desde a vista até as pessoas. Nesse lugar a natureza impera e o sol é o astro rei, aplaudido em pé por milhares de pessoas reunidas com um só intuito: transcender. Nesse lugar pouco importa se você tem ou não dinheiro, casa, carro ou bens materiais, não importa sua cor ou credo, desde que você também esteja lá, cedendo sua energia para que se misture com as outras e forme a atmosfera de luz que se cria em torno da pista. Depois de frequentar esse lugar tão especial algumas vezes, descobri que o mal jamais chega até lá, que as pessoas só emanam bons sentimentos e que é proibido o desrespeito, seja com uma pessoa, com um animal ou com uma planta. A música não requer instrumentos, muito menos banda. Basta um homem, aquele que nos controlará como marionetes por pouco mais, pouco menos de uma hora. Aquela pessoa está ali se dispondo a ajudar a todos os outros na sua jornada pelo mundo da lisergia e ele sabe que é responsável por cada vibração boa ou ruim que sair de seus beats. Mas esse lugar de paz, amor, harmonia e respeito vem sendo invadido e condenado pela mídia preconceituosa do nosso país. Somos julgados pelo nosso modo de vestir, de dançar, pela nossa música e pela nossa cultura que não faz nem nunca fez mal nenhum á ninguém. Somos seres de luz, que aprenderam a se libertar desse materialismo insustentável que vem tomando conta do nosso planeta. Apenas queremos um lugar bonito e preservado, longe da selva de pedra diária para que possamos descarregar nossas energias pesadas na grama, para que elas sejam filtradas e voltem á nós transformadas em amor! Enquanto bêbados saem ao volante, maníacos mutilam crianças e milhares de pessoas morrem de fome todos os dias, nosso governo e nossas redes sociais estão mais preocupados em condenar um grupo de pessoas que ouve um som tribal e dança descalço. Brasil, você não era um país de todos? "E aqueles que foram vistos dançando foram julgados loucos pelos que não podiam ouvir a música."

domingo, 2 de outubro de 2011

Mas

De algum tempo pra cá todos os meus conceitos a respeito dos homens mudaram muito, mas talvez eu tenha me enganado em algumas coisas. Depois de enfrentar anos de coração açoitado, achei que mudando de tipo masculino, tudo iria se resolver, mas não resolveu. Sim, estou bem mais feliz, não sou traída, ouço piadas inteligentes ao invés das besteiras habituais...mas. Sempre tem um "mas" que vem para o desespero das mulheres. "Mas" quer dizer que todo homem perfeito, vem com defeitos. No meu caso, encontrei um cara bonito, interessante, inteligente, talentoso e promissor; que não me trai, que não fala besteiras o tempo todo nem olha para a primeira sirigaita que aparecer na sua frente. Mas junto com toda a sua maturidade e seriedade, vem um homem quieto, tímido, não muito carinhoso, que não gosta de demonstrações públicas de afeto e que prefere o máximo de discrição quando o assunto são seus relacionamentos. Como lidar? Na minha condição de adolescente, geminiana e romântica inveterada, o mínimo que exijo é andar de mãos dadas, ter ao menos uma foto em alguma rede social e poder demonstrar meu afeto em qualquer lugar, mesmo que moderadamente. Mas como se é romântico com alguém que não consegue corresponder? De nada me adianta morrer de amores, dedicar músicas, escrever palavras bonitas e encher a vida dele de flores, se não receberei nem um botão de flor de volta. Ás vezes passo horas pensando em algum plano infalível para que você demonstre que notou que eu cheguei, que diga alguma vez na vida o quanto estou bonita e me dê a mão, mesmo na frente dos seus amigos. Eu sinto falta de não ser tratada só como amiga quando estamos em público, eu não tenho o menor problema em demonstrar que estou apaixonada. Mas dá pra se pensar que cada um encara de um jeito e que o seu modo de sentir algo é completamente interno. Não estou acostumada a me esconder, não me importo que os outros saibam e desfrutem da minha felicidade. Desde pequena fui tratada como princesa e agora não sou mais o centro das atenções. Não sei disfarçar o brilho dos meus olhos quando estamos juntos, é uma atmosfera, uma aura de luz que me possui. Acho que não nasci para ser discreta e introspectiva, sou um turbilhão de mil e uma emoções e sofro em ter que me conter. Talvez o que eu quero seja demais para sua personalidade forte, difícil e séria, mas ainda assim estarei tentando, de algum modo, te fazer feliz e ser feliz também. Somos elementos contrários de forças diferentes e não conviveremos nunca em harmonia, o que me deixa profundamente animada, afinal de contas, seja frio ou quente, mas se for morno eu te vomito.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Essa noite eu tive insônia.


Três horas ociosa na escuridão da madrugada e no conforto da minha cama deram-me muitas conclusões a meu respeito e a respeito do meu respeito.
Pensei que penso demais, procuro, analiso e tiro minhas próprias conclusões, que de verdadeiras só tem a vontade, mas ajudam-me a enganar a curiosidade que tenho enquanto não crio coragem de perguntar.
E assim me enganando, mentindo descaradamente a mim mesma é que percebo-me mudando novamente, outra fase, outra vida, outra mulher nascendo porque quer ser escolhida.
Pensava eu com meus botões naquela madrugada que geminiana gosta mesmo é de ser mudada, transformada. Que se for pra me apaixonar que não seja por alguém que ame tudo em mim, que concorde com todas as minhas loucuras, que me ache linda, maravilhosa e perfeita.
Eu quero um cara que me pegue do braço e brigue comigo quando estiver prestes a surtar, que tenha opinião própria, cérebro no lugar de músculos. Alguém que me ache bonita, mas entenda minhas celulites e unhas por fazer.
Gostaria de um rapaz que não fosse escandalosamente bonito, que não faça academia, que não me olhe como um pedaço de carne e nem diga que fico melhor de salto alto.
Eu quero alguém que me veja de pés descalços, cara lavada e cabelo por fazer e ainda assim me ache linda. Que concorde que meus olhos grandes substituem a bunda grande que eu não tenho, alguém que fique (só) comigo, que ande de mãos dadas e me apresente aos seus amigos.
Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com acampamentos nos finais de semana, festivais pelo mundo e alguns pratos vegetarianos. Eu quero parar de tomar refrigerante, quero passar horas e horas vendo-o fazer o que gosta eu quero beijos na testa e calças de moletom com cartucheira.
Quero a plenitude de um pôr-do-sol visto da grama, debaixo de uma árvore, num abraço quentinho de fim de tarde. Eu quero alguém que me mostre verdades que eu não conheço através dos próprios olhos e que reproduza em ondas sonoras as batidas do meu coração.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

As divas também dizem adeus.


(23/07/2011)
Nos deixa hoje uma das maiores artistas de todos os tempos. Amy Winehouse, com sua aura tão dramática e ao mesmo tempo tão absolutamente rica de talento, deixou-se bater á porta da morte.
Não há substitutos á altura do talento, expressão e verdade que transmitem sua músicas, cantadas por uma alma despida de pudor. O que para muitos era apenas uma estratégia de marketing tornou-se o pior inimigo da maior estrela da cena musical dos ultimos tempos.
O personagem Amy, tantas vezes parodiado maldosamente finalmente confirmou-se como seu "eu" real. A criatura mata o criador e dilacera nossos corações tão sedentos por alguma verdade musical que é quase impossível de se encontrar nos dias atuais.
Amy Winehouse era a única cantora com menos de trinta anos que pode ser comparada á ícones como Janis Joplin (minha heroína). E, sinceramente, não acredito que haja outra ainda neste século.
Em uma indústria descartável como a da musica, nossa diva se provou sólida e impecável ao lançar "Back to Black" e adquirir cinco EMI's, o Oscar musical.
O vozeirão que saía do franzino corpo de Amy se calou, emudecento de susto um planeta inteiro que a conhecia inteira, pura, real e despida de caricaturas.
Não tenho palavras para expressar meu pezar por essa perda tão dolorosa, que abre um buraco na cena musical mundial, um vazio que significa que jamais teremos notícias da nossa pequena e brilhante escabelada.
Amy Winehouse marcou muito a minha vida e tenho certeza que a de muitas outras pessoas também. Ela me deu um presente inesquecívelmente gratificante: a possibilidade de poder retribuir a cultura e riqueza musical que recebi de meus pais com nomes como Beatles, Janis Joplin, Bob Dylan e Rolling Stones.
Jamais pensei que haveria, na minha geraçãom algum artista que eu pudesse orgulhosamente apresentar a meus pais e Amy me provou que era a única.
Nos deixa a herança mais valiosa que podia: dois álbuns repletos de canções irretocáveis e tão absolutamente auto-biográficas que permitirão ás próximas gerações conhece-la tão bem quanto a nossa.
É com lágrimas nos olhos e um nó na garganta que anuncio que nossa pequena diva travessa, "Back to Black".

A cor dos olhos.


Hoje eu acordei inteira. Sem meios termos, sem muletas ou cadeiras de rodas, sem falsos apoios, não precisando me escorar em nada para sobreviver. Hoje sou toda minha e me basto, me fortifico, sou-me suficiente e já bastante acompanhada de mim mesma.
Queimei meus medos e fraquezas e, mais uma vez, renasci forte, capaz, destemida. Não sinto-me mais só, porque tenho a mim, não necessito de compania porque percebo-me geminiana, doble face, uma faz compania a outra sem entrarem em conflito dentro de mim, sem brigas, apenas complementos.
Deixei muitas coisas para trás desde ontem, o dia "D" para mais uma decepção que passei e que por menor e mais desimportante que tenha sido, feriu meu orgulho feminino como a gilettejamento da noite.
Nada que vá deixar danos permanentes, apenas alguns arranhões em meu ego, um tropeção momentâneo.
Hoje me recebo de braços abertos, com um buquê de flores na mão, voltei á sanidade. Meus dias de retiro espiritual forçado me ensinaram a ver beleza quase á força, em quase tudo.
Tive altos e baixos dignos dos romances que quero escrever algum dia. Eu quease morri, quase perdi entes queridos, quase enlouqueci, quase me apaixonei por outro canalha. Graças ao meu santo - que se prova mais forte a cada dia - nenhuma das minhas tentativas se realizou. E tudo isso só me ensinou boas lições. Aprendi que o passado segue em frente, mesmo que venha me assombrar as vezes; aprendi que amor de verdade é aquele que permanece independente de tudo e que por melhor e mais maravilhosa que uma pessoa seja, podemos ama-la sem se apaixonar por ela.
Aprendi que o caminho até o castelo do principe é um imenso brejo com infinitos sapos á nossa disposição, mas temos que aprender a escolher por quem vale á pena se arriscar.
Ouvi bons conselhos de boas e más pessoas que são e sempre serão a imagem escarrada do "nada é tão ruim que não possa piorar" e entendi a única regra que deve ser seguida nessa vida: carpe diem.
Hoje vou embora de alma lavada, espirito livre e mente em equilibrio. Sou jovem, interessante e sedenta de conhecimento, renovada e renovante, fecho o ciclo de mais momentos na minha vida sentada na grama, sendo abençoada pelo confortável sol do inverno e frente á contemplação de uma paisagem tão absurdamente linda que só me faz querer dançar.

terça-feira, 5 de julho de 2011


"Eu tenho as armas de que necessito para me defender, e mesmo que eu perca, eu ganho, já perdi algumas vezes e sei como funciona a lei das compensações. Quero acolher com generosidade o que em mim se manifesta de forma incorreta. Não vou pedir permissão aos outros para desenvolver a mim mesma, mando no meu corpo e em tudo o que ele confina, coração incluído, consciência incluída. Talvez eu esteja com receio de ter ido longe demais desta vez e esteja preparando a minha defesa, caso alguma coisa não saia como esperado. O que eu espero? Não espero nada, espero tudo, estou à deriva nessa aventura. Eu queria cristalizar esse momento da minha vida, mas estou em alta velocidade, e não sei se quero ir adiante, só que eu não tenho opção. Acho que é isso. Eu tinha opções, agora não tenho. Não consigo parar esse trem."



(Martha Medeiros)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Obrigada, Bozolândia.


Esse não é um texto de aniversário e sim um texto de agradecimento.

Um post é pouquíssimo para tentar recompensar tudo o que eu ganhei e vivi no dia dos meus 18 anos. Conheci um lugar onde todas as pessoas são gentis, felizes e acolhedoras. Encontrei gente que sorriu e me ofereceu tudo o que tinha, mesmo sem nunca ter me visto antes.
Assisti cenas inéditas da mais pura demonstração de afeto e preocupação entre amigos.
Na rave, ninguém se preocupa com o modo que você se veste, ri ou fala, só se preocupam se você está bem, feliz e em paz.
O frio abaixo de zero foi barrado pelo calor humano que abrangia a atmosfera da festa. Quase não ganhei coisas materiais ou que custassem muito dinheiro nesse aniversário, mas ganhei tudo de mais valorozo, precioso e importante que poderia. Um sorriso sincero de alguém que acabou de conhecer, um abraço apertado da pessoa que tem para si um terço do seu coração, a preocupação, gentileza, carinho e dedicação de alguém que nunca havia lhe visto, um presente inesperado de alguém que nem sabe seu nome.
São gestos irretocáveis da mais pura gentileza, vindos de pessoas que são julgadas e condenadas pela sociedade por terem escolhido expandir sua luz interior também para o plano carnal.
Esse aniversário me presenteou com valores morais que jamais havia pensado em dedicar-me.

O companheirismo da Lu, a proteção da Ju, a criança interior do JP, o som tribal do Bruno, o sorriso da Lari, os comentários do Luís, o abraço apertado do Fernandinho, andar de mãozinha com o James, a generosidade do Maninho, a compania do Geri, a atenção, gentileza e criatividade do Dudu e a todos e cada um (inclusive os pelados, que me fizeram entender que preconceito não está com nada) eu agradeço do fundo do meu coração. Vocês fizeram deste, o melhor aniversário da minha vida.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Brasil de [des]respeito.


Antes de começar o post, quero me desculpar por qualquer ofensa que possa causar.

Recentemente o cantor (se é que pode ser chamado de música o que ele emite) Flo Rida gravou o clipe da música "Turn Around" na cidade do Rio de Janeiro. Sinceramente, é difícil expressar o que eu senti ao ver tamanha barbaridade, mas posso garantir que é uma mistura de raiva, indignação, náusea e ódio. Nesse video são mostradas várias mulheres em biquinis quase inexistentes, posições humilhantes e cenas vulgares enquanto o dito "cantor" difere frases como "5, 4, 3, 2, 1 gotta make that booty go" (tem que rodar essa bunda). E faz menções sexuais com suas dançarinas.
O que mais me revolta são essas moças, tão jovens, que se propuseram a gravar este absurdo por uma quantidade insignificante de dólares e uma oportunidade, mesmo que depreciativa, de aparecer na televisão.
Além das cenas, na letra desta música podemos notar que Flo Rida trata de nossas mulheres como prostitutas, mandando-as "pegar a grana e fazer o show".
Como queremos algum respeito lá fora com essas imagens rodando o mundo? Não é atoa que muitas de nossas brasileiras sejam humilhadas, desrespeitadas e mal vistas no exterior, mesmo que estejam apenas estudando ou trabalhando.
São barbaridades como essa que fazem a imagem que todo gringo tem do Brasil: prostíbulo.
Somos possuídores de praias lindas, paisagens explendidas, mata intocada e vistas irretocáveis e ainda assim tudo o que mostram de nosso país é um monte de bundas rebolando e fingindo sexo com uma parede.
Me entristece ver a pobreza de moral que existe em nosso país e a forma como algumas pessoas, possuídas pela certeza de que seu dinheiro e sua fama compram qualquer coisa, se aproveitam disso para acabar ainda mais com o pouco respeito que nos tinham.

Como queremos ter algum crédito no exterior se nem mesmo nossas mulheres, conhecidas por serem não só bonitas, mas guerreiras, dedicadas e batalhadoras não se dão ao devido respeito e expõem nosso país dessa forma?
Não importa se você é brasileiro, estrangeiro, Flo Rida ou o diabo a quatro, o mínimo que deve ter, como ser humano, é respeito pelo próximo, independente de sexo, cor, raça ou nacionalidade.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Psytrance e Espitirualidade


As primeiras civilizações humanas eram organizadas em tribos que habitavam aldeias. De tempos em tempos realizavam rituais para reverenciarem seus Deuses, a lua e o sol, e se conectar as forças da NATUREZA, agradecendo as dádivas que a MÃE TERRA lhes proporcionava.

Nesses rituais tribais, passavam dias celebrando através das artes e da dança. O som repetitivo dos tambores agia como uma espécie de mantra, provocando um estado de transe e expansão de consciência. Levava seus participantes ao encontro do EU VERDADEIRO, através de meditação espontânea. Em algumas tribos eram utilizadas ervas alucinógenas para aumentar as percepções sensoriais. Toda essa atmosfera criada emitia uma freqüência vibracionária elevada, como se o coração de GAIA pulsasse em direção aos confins do UNIVERSO, que respondia com a manifestação de uma FORÇA DIVINA SUPREMA, gerando a clara sensação de UNICIDADE.

Com o passar do tempo, as pequenas aldeias se transformaram em cidades. A figura do Xamã, que era o líder na escala hierárquica das aldeias, foi substituída pelas autoridades políticas, civis, religiosas e econômicas. Os homens passaram a organizar-se em sociedades, guiados por suas autoridades, como um rebanho de ovelhas por um pastor. O modo de vida das pessoas passou a ser padronizado, e a ligação com o COSMOS diminuiu gradativamente. A MÃE TERRA deixou de ser reverenciada. O homem passou a agredi-la de forma progressiva, agindo como um vírus que deteriora o organismo no qual se instala.

Vale ressaltar que ainda em tempos modernos, podemos encontrar tribos que vivem como as primeiras civilizações, e fazem seus rituais de celebração. Mas se encontram em lugares remotos, vivendo num mundo totalmente a parte, sorte deles.

Durante séculos os rituais de celebração e ligação com as forças da NATUREZA mantiveram-se adormecidos. Até que no final da década de 80 surge em GOA, na Índia, um movimento psicodélico influenciado pelo princípio da música eletrônica.

Goa era um estado independente da Índia, caracterizado pela liberdade, tolerância religiosa e diversidade cultural e por isso tornou-se um ponto de encontro internacional para “new agers”, místicos, anarquistas, traficantes de drogas, filósofos e pessoas interessadas em espiritualidade. Mochileiros europeus e americanos que buscavam fugir do inverno rigoroso e da busca por uma posição no sistema ocidental estabelecido, encontraram em Goa seu porto seguro.

Inicialmente, as festas na praia eram movidas pelo rock psicodélico e pelo reggae, com decorações da mitologia indiana e cores fluorescentes. Entre 1987 e 1988 a música eletrônica foi inserida no cenário, encontrando certa oposição inicial, mas logo a faísca pegou fogo e passou a fazer parte da cena de Goa. As primeiras Raves surgiram em Hamburgo, na Alemanha, marcando o reencontro dos mochileiros de Goa em solo europeu, e assim passaram a acontecer periodicamente por toda Europa e posteriormente espalharam-se pelo mundo.

A partir daí, os seres humanos em maior conexão com a NATUREZA resgataram os rituais de celebração contextualizando-os e adaptando-os ao mundo pós-moderno através dos FESTIVAIS DE TRANCE. A expansão de consciência outrora alcançada com maior facilidade através de ervas alucinógenas passou a ser atingida pelo uso de substâncias sintéticas tal como o Ácido Lisérgico Dietilamida e o MDMA. A batida repetitiva dos tambores foi captada pelos sintetizadores eletrônicos e misturada a mantras orientais e sons psicodélicos, criando um estilo musical conhecido inicialmente por GOA TRANCE e posteriormente por PSYTRANCE que acabou englobando o estilo anterior como uma de suas vertentes.

O fogo sagrado aceso por nossos ancestrais foi redescoberto, e em tempos de despertar de consciência a aldeia global reaprendeu a reverenciar a sagrada MÃE TERRA. “Somos todos irmãos, filhos da Terra. Este é o momento de celebrarmos a vida com PAZ, AMOR, UNIÃO e RESPEITO.”

Texto escrito por meu grande amigo João Iserhard, o ser mais evoluído espiritualmente que já conheci.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Terráqueos - Japão


Nas últimas semanas, tocar no nome da maior potência mundial em tecnologia gera piedade universal. Terremoto, Tsunami, Terremoto, Tsunami. Centenas de milhares de almas se perguntando: por quê?

O Japão é o único país que se recusa a cumprir a lei mundial que proíbe a pesca de baleias e golfinhos. Todos os dias pescadores vibram bastões de aço dentro do oceano, confundindo as ondas sonoras de comunicação dos animais. Isso os atrai para uma parte mais rasa do píer, onde alguns são feridos com lanças, pois os pescadores sabem que um golfinho jamais abandona um membro de sua familia que esteja ferido. Machucando alguns, eles mantém todos no mesmo local, sem risco de fuga.
Tendo assegurado suas vítimas, a matança começa. Um por um, cada golfinho tem sua garganta cortada e seu corpo atirado no deck para que agonize de dor e descompressão até a morte.
Você sabia que um golfinho está entre os animais mais inteligentes do nosso ecossistema? Eles tem total noção de quem são, da sua familia e da sua função na Terra. Além da imensa capacidade de compreender os seres humanos.
Cada ser vivo é único em nosso planeta e aqueles que são diferentes de nós, são capazes de ver, ouvir e sentir coisas que jamais compreenderemos.
O homem tem total noção da inteligência e pureza animal e, ao invés de admira-la, ele se aproveita dos que são incapazrs de fazer-lhe algum mal.

"A natureza não se vinga, ela apenas avisa que não aguenta mais exploração."

segunda-feira, 14 de março de 2011

Terráqueos - o vestuário.


Somos seres consumistas por natureza. Quanto mais, melhor. Quanto mais caro, melhor. Quanto mais cruel, melhor.

Grande parte das roupas que vestimos, principalmente as de inverno, não passam de carcaça, de pele morta á base de sofrimento.
A maior quantidade do couro usado para fazer jaquetas, botas, cintos e carteiras vem da Índia. As vacas são compradas clandestinamente e precisam ser transportadas para algum lugar onde o abate seja legalizado. Elas caminham até três dias sem descanso, sem água e sem comida, logo depois são levadas umas por cima das outras em um caminhão sem rampa de descida, frequentemente sendo puxadas brutalmente para o chão no desembarque, quebrando ossos das patas, costelas e seus chifres.
Não bastasse tamanha crueldade, quando por vezes caem exaustas ao chão, tem os ossos de seu rabo quebrados á marteladas para que se levantem. Metade desses animais chegam mortos ao abatedouro. A outra metade leva uma forte pancada na cabeça, algumas não perdem a consiência e mesmo assim são depinduradas pelas patas traseiras e tem sua garganta cortada, logo, agonizam até a morte, sangrando, sem defesa nenhuma.
100% das peles usadas em casacos vem da mais selvagem natureza. Os animais mais livres de nosso ecossistema são caçados, enjaulados e mortos sem a menor piedade.
Muitos enlouquecem devido ao pequeno espaço nas gaiolas, onde só podem deitar, levantar e medir dois ou três passos.
A morte desses animais precisa ser cuidadosamente agoniante, pois sua pele não pode ser danificada. Nesses casos, varia entre uma eletrocução por via anal, para as rapozas; ter a cabeça pisoteada até a morte, para os guaxinins; ser pego pelos pés e batidos no chão até morrer, para as chinchilas ou ter suas penas e seu couro arrancados do animal vivo, para emas e avestruzes.
É isso o que você quer vestir na frente dos seus filhos? É dessa forma que você, dentro do seu casaco de morte, quer melhorar o mundo?
O que a máquina de consumo insustentável mundial quer é exatamente isso: que você vista sofrimento.

"Os animais não foram feitos para os humanos, assim como os negros não foram feitos para os brancos ou as mulheres para os homens."

domingo, 13 de março de 2011

Terráqueos - o alimento.


O dia de hoje foi de extrema importância para mim. Hoje a maior verdade que eu poderia descobrir na vida veio á tona: o homem é o único animal capaz de, conscientemente, causar dor em uma espécie semelhante por mero divertimento.

Você sabe de onde vem e como é feita a carne do seu churrasco? Você sabe quais e quantas vidas são sacrificadas para que você coma seus deliciosos Nuggets?
Se os abatedouros tivessem paredes de vidro, todos nós seríamos vegetarianos.
90% da carne que ingerimos todos os dias provém do sacrifício, da dor e do sofrimento de animais completamente indefesos. Vacas são abatidas da forma mais cruel e desumana possível, as leiteiras são separadas de seus filhotes logo após o nascimento para que eles não mamem seu precioso leite, que vai direto para as fábricas.
Esses mesmos filhotes, quando nascidos machos, ficam aproximadamente quatro meses acorrentados em uma cela com menos de 1,5m² para que seus músculos não se desenvolvam e são alimentados somente com leite, nada de água, nada de comida. Esses animais são carne de Vitela, vulgo, baby beef.
Cada Nugget que vem crocante dentro das suas bonitas caixas é um pintinho que sofre desde que estava dentro do ovo. Chocados em chocadeiras artificiais e recebendo taxas altíssimas de hormônios para que fiquem mais amarelinhos e atraentes, esses pintinhos nascem com deformações sérias frequentemente. Anomalias causadas pelo enorme agrupamento a que são submetidos. Não bastasse a falta de espaço, a dor, o sofrimento e a solidão dessas criaturinhas, eles são selecionados como coisas e os que tiverem a infelicidade de não nascer perfeitos são triturados junto ás suas cascas.
É então que nos surge a dúvida: somos mesmo seres racionais?
Pessoas capazes de matar a sangue frio, de separar filhotes de suas mães, arrancar a pele de animais vivos e submeter nossos antecedentes primatas á cirurgias sem nenhum tipo de anestesia podem ser consideradas racionais e em pleno uso de suas faculdades mentais?
Engano o de quem pensa que os seres humanos são os únicos capazes de sentir empatia. Se não respeitamos nossos semelhantes, como iremos conviver em paz?

"Enquanto houverem abatedouros, haverão campos de guerra."

Esse texto foi o primeiro de uma série chamada "Terráqueos" em homenagem ao documentário mais chocante, verdadeiro e revoltante que já assisti. Ao longo dessa semana vou expor para quem quiser ver o horror e a crueldade que a humanidade esconde.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Mais do que eu possa explicar,


Não existe definição certa e precisa para amizade, mas eu sei que vocês dois superam e muito o significado dessa palavra.

Há bastante tempo que não se sabe mais quem é quem no mundo, nem o quanto se pode confiar nos seres humanos, mas a partir do momento em que conheci meus dois melhores amigos eu soube exatamente quem eram e o que esperar deles. Amizade não é só para diversão, junção, loucura. É também para os piores momentos e eu sei que, quando eu mais precisar, são vocês que vão me pegar no colo e me ninar até dormir. Porque em vocês eu encontrei somente casas de sentimentos bons, sorrisos expontâneos e abraços sinceros.
Sabemos se as pessoas são ruins ou não ao observarmos o modo como tratam os animais e, depois que eu vi vocês dois cuidando para não machucar um cascudo, eu soube que não existem tantos seres humanos assim no mundo.
Não interessa que digam que amizade entre homem e mulher não existe, para mim, vocês dois fazem parte da imensa bolha onde eu vivo, já estão dentro do meu coração. E daqui a alguns anos eu sei que isso não vai mudar, porque vocês tem células revolucionárias em seus corações, assim como eu. Que nossa paz de espirito e convivência em harmonia não se acabe nunca e não mude jamais.

Meus amores, nós três em sintonia, vamos mudar o mundo, nem que seja só o nosso.
Eu amo vocês, Kaue e Gui.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mais um anjo.

Passamos um longo período de nossas vidas pensando no quanto podemos fazer o que quisermos sem sermos atingidos por nada, mas a vida é bem mais frágil do que se possa imaginar.

É tão difícil dizer adeus a alguém querido, quando não se tinha noção da gravidade da situação. É tão dificil lembrar das risadas e bordões de alguém completamente peculiar e insubstituível, é tão complicado entender.
O mais estranho é a sensação de que nada disso poderia estar acontecendo, não é justo. Lidamos muito mal com as vidas que perdemos e, quando infelizmente isso acontece, ninguém sabe o que fazer e o silêncio domina completamente nossas almas. São muitos corações que batem lentos, porém vivos, sofrendo a perda de um dos tantos elos que se uniam. Não posso dizer que faço parte do circulo mais íntimo dos olhos que choram e também fui pega de surpresa com a intensidade com que a notícia me atingiu.
A sensação de nó na garganta, de peso no estômago e as lembraças intermináveis que passam como um filme em nossas cabeças, não nos deixando dormir, não nos fazendo pensar em mais absolutamente nada. A gente só se dá conta de que não é imortal, quando os amigos começam a morrer e quando um amigo morre, uma parte de nós morre também.
Pra morrer basta estar vivo, mas pra aceitar a morte é preciso muito mais do que alguns anos de idade.

Vai em paz, Rafael.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Freedom


É tempo de novas experiências. Demorei um bom tempo para escrever sobre o ano novo, mas como a redatora temperamental que sou, não trabalho sobre pressão.

Hoje a sensação que tenho é que deveria ter aproveitado anos novos passados para começar algo novo e não tentar reciclar o que já se perdeu. Nesse ano tudo será absolutamente diferente do que foram os ultimos para mim, nesse ano eu serei feliz. Não feliz no sentido de ter tudo o que eu quero, mas no sentido amplo da palavra, absolutamente realizada e sem nada para me fazer chorar. Para 2011 quero novos amigos, novas festas, novas experiencias e, principalmente (ou desesperadamente) um novo amor, um amor que tem meu nome e meu cheiro, que tem minha cor e meu jeito de sorrir.
A sensação é de quem já fez pedidos demais a estrelas cadentes e cansou de acreditar que as coisas podem mudar somente com a força do pensamento, é preciso mais do que isso, é preciso atitude, vontade e dedicação.
2011 já é, por si só, um ano novo para mim. Vou alcançar a maioridade e aprender a dirigir, vou poder entrar onde eu quiser e ser presa se assim merecer. Nesse ano o elo que me mantem próxima aos meus pais se rompe e então eu poderei cuidar do meu nariz e ser quem eu quiser.

Nesse ano eu desejo todas as experiências boas que terei a vocês, que acompanham meu coraçãozinho desde o inicio. Riam, dançem, cantem, corram, vivam! Porque temos pouco tempo nesse mundo e eu aposto que você não vai querer perder nada! Então, que 2011 venha cheio de diversões perigosas e excitantes e tudo isso sem a menor responsabilidade!

Vão ser gauches na vida,
um beijo em cada um.

Tanara

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Garotas correndo na estrada são anjos pervertidos.

Sabem de uma coisa? Todos os homens são iguais. Suponho que já tenham chegado a essa conclusão, só não pararam de procurar "a exceção" e ainda insistem em acreditar que poderão mudar algum deles um dia.
Mas, minha querida leitora, preciso lhe dizer uma coisa absolutamente essencial para a segurança do seu coração: nenhum deles mudará, nenhum deles é a excessão e nenhum presta.
Ainda que seja bastante doloroso aceitarmos essa dificil realidade, a de que nós, mulheres, somos os únicos seres no mundo capazes de entender aquela velha citação que o padre faz no altar. Somos as únicas capazes de amar, respeitar e lhes ser fiel na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza por todos os dias de nossas vidas. É triste, mas é um fato.
Você pode se decidir por continuar sua incansável busca pelo principe encantado (que só a desencantará), pela sua exceção que se tornará regra logo logo, pelo "certo" que será tão errado quanto os outros ou então optar.
Sim, as escolhas não são tão difíceis e as opções são as seguintes: ou você resolve igualar-se a eles e divertir-se com cada bonitinho que encontrar, ou conforma-se em ficar com um cafajeste que você ame do que com um cafajeste qualquer.
Sei que parece bastante triste ouvir isso de uma garota de apenas 17 anos, mas a vida foi prematura comigo e me mostrou isso logo cedo. Não acho que tenha sido ruim, assim posso passar essa informação crucial a vocês, mulheres que, como eu, acreditaram em algum homem algum dia.
Mas querem saber qual foi a minha escolha? Optei por aquilo que faz meu coração vibrar. Já conheci muita gente nessa vida, homens, mulheres, crianças, idosos e de todas elas, sem exceção, apenas uma fez meus olhos brilharem. Ainda que essa criatura desprezível não valha o cigarro que fuma, serve pra me fazer feliz.
Acho que entenderam onde eu quis chegar: optem por aquilo que faz seus corações vibrarem. Já que nada vai faze-las plenamente felizes, escolham o que lhe faz sorrir e não o que lhe mantém eternamente adormecida.

Um beijo,
Tanara.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Close your eyes, there's nothing we can do.

Eu queria ser absorvida pela Terra, chamada pela mãe, Gaya, ouvir dela que meu mártiri acabou.
Queria acordar do outro lado da vida e ter a certeza de que meu coração já foi velado e enterrado, queria sumir.
Só queria passar um dia em paz, queria que alguém viesse até mim e dicesse: "acabou, não precisa mais chorar. Fique quietinha, vou tira-lo de você e não vai doer nada."

Mesmo que não houvesse mais o que bater aqui dentro, mesmo que meus olhos jamais mudassem de cor outra vez, eu só queria que o mundo parasse pra eu descer.
O cansaço que eu carrego nos meus frágeis ossos é algo que me tira a vontade de tudo, só me faz desejar quebrar-me em um milhão de pedaçoes e me espalhar por aí.
É hora dessa criança louca aceitar que nunca foi amada de verdade, feche seus olhos, não há nada que possamos fazer.