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segunda-feira, 28 de março de 2011

Psytrance e Espitirualidade


As primeiras civilizações humanas eram organizadas em tribos que habitavam aldeias. De tempos em tempos realizavam rituais para reverenciarem seus Deuses, a lua e o sol, e se conectar as forças da NATUREZA, agradecendo as dádivas que a MÃE TERRA lhes proporcionava.

Nesses rituais tribais, passavam dias celebrando através das artes e da dança. O som repetitivo dos tambores agia como uma espécie de mantra, provocando um estado de transe e expansão de consciência. Levava seus participantes ao encontro do EU VERDADEIRO, através de meditação espontânea. Em algumas tribos eram utilizadas ervas alucinógenas para aumentar as percepções sensoriais. Toda essa atmosfera criada emitia uma freqüência vibracionária elevada, como se o coração de GAIA pulsasse em direção aos confins do UNIVERSO, que respondia com a manifestação de uma FORÇA DIVINA SUPREMA, gerando a clara sensação de UNICIDADE.

Com o passar do tempo, as pequenas aldeias se transformaram em cidades. A figura do Xamã, que era o líder na escala hierárquica das aldeias, foi substituída pelas autoridades políticas, civis, religiosas e econômicas. Os homens passaram a organizar-se em sociedades, guiados por suas autoridades, como um rebanho de ovelhas por um pastor. O modo de vida das pessoas passou a ser padronizado, e a ligação com o COSMOS diminuiu gradativamente. A MÃE TERRA deixou de ser reverenciada. O homem passou a agredi-la de forma progressiva, agindo como um vírus que deteriora o organismo no qual se instala.

Vale ressaltar que ainda em tempos modernos, podemos encontrar tribos que vivem como as primeiras civilizações, e fazem seus rituais de celebração. Mas se encontram em lugares remotos, vivendo num mundo totalmente a parte, sorte deles.

Durante séculos os rituais de celebração e ligação com as forças da NATUREZA mantiveram-se adormecidos. Até que no final da década de 80 surge em GOA, na Índia, um movimento psicodélico influenciado pelo princípio da música eletrônica.

Goa era um estado independente da Índia, caracterizado pela liberdade, tolerância religiosa e diversidade cultural e por isso tornou-se um ponto de encontro internacional para “new agers”, místicos, anarquistas, traficantes de drogas, filósofos e pessoas interessadas em espiritualidade. Mochileiros europeus e americanos que buscavam fugir do inverno rigoroso e da busca por uma posição no sistema ocidental estabelecido, encontraram em Goa seu porto seguro.

Inicialmente, as festas na praia eram movidas pelo rock psicodélico e pelo reggae, com decorações da mitologia indiana e cores fluorescentes. Entre 1987 e 1988 a música eletrônica foi inserida no cenário, encontrando certa oposição inicial, mas logo a faísca pegou fogo e passou a fazer parte da cena de Goa. As primeiras Raves surgiram em Hamburgo, na Alemanha, marcando o reencontro dos mochileiros de Goa em solo europeu, e assim passaram a acontecer periodicamente por toda Europa e posteriormente espalharam-se pelo mundo.

A partir daí, os seres humanos em maior conexão com a NATUREZA resgataram os rituais de celebração contextualizando-os e adaptando-os ao mundo pós-moderno através dos FESTIVAIS DE TRANCE. A expansão de consciência outrora alcançada com maior facilidade através de ervas alucinógenas passou a ser atingida pelo uso de substâncias sintéticas tal como o Ácido Lisérgico Dietilamida e o MDMA. A batida repetitiva dos tambores foi captada pelos sintetizadores eletrônicos e misturada a mantras orientais e sons psicodélicos, criando um estilo musical conhecido inicialmente por GOA TRANCE e posteriormente por PSYTRANCE que acabou englobando o estilo anterior como uma de suas vertentes.

O fogo sagrado aceso por nossos ancestrais foi redescoberto, e em tempos de despertar de consciência a aldeia global reaprendeu a reverenciar a sagrada MÃE TERRA. “Somos todos irmãos, filhos da Terra. Este é o momento de celebrarmos a vida com PAZ, AMOR, UNIÃO e RESPEITO.”

Texto escrito por meu grande amigo João Iserhard, o ser mais evoluído espiritualmente que já conheci.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Terráqueos - Japão


Nas últimas semanas, tocar no nome da maior potência mundial em tecnologia gera piedade universal. Terremoto, Tsunami, Terremoto, Tsunami. Centenas de milhares de almas se perguntando: por quê?

O Japão é o único país que se recusa a cumprir a lei mundial que proíbe a pesca de baleias e golfinhos. Todos os dias pescadores vibram bastões de aço dentro do oceano, confundindo as ondas sonoras de comunicação dos animais. Isso os atrai para uma parte mais rasa do píer, onde alguns são feridos com lanças, pois os pescadores sabem que um golfinho jamais abandona um membro de sua familia que esteja ferido. Machucando alguns, eles mantém todos no mesmo local, sem risco de fuga.
Tendo assegurado suas vítimas, a matança começa. Um por um, cada golfinho tem sua garganta cortada e seu corpo atirado no deck para que agonize de dor e descompressão até a morte.
Você sabia que um golfinho está entre os animais mais inteligentes do nosso ecossistema? Eles tem total noção de quem são, da sua familia e da sua função na Terra. Além da imensa capacidade de compreender os seres humanos.
Cada ser vivo é único em nosso planeta e aqueles que são diferentes de nós, são capazes de ver, ouvir e sentir coisas que jamais compreenderemos.
O homem tem total noção da inteligência e pureza animal e, ao invés de admira-la, ele se aproveita dos que são incapazrs de fazer-lhe algum mal.

"A natureza não se vinga, ela apenas avisa que não aguenta mais exploração."

segunda-feira, 14 de março de 2011

Terráqueos - o vestuário.


Somos seres consumistas por natureza. Quanto mais, melhor. Quanto mais caro, melhor. Quanto mais cruel, melhor.

Grande parte das roupas que vestimos, principalmente as de inverno, não passam de carcaça, de pele morta á base de sofrimento.
A maior quantidade do couro usado para fazer jaquetas, botas, cintos e carteiras vem da Índia. As vacas são compradas clandestinamente e precisam ser transportadas para algum lugar onde o abate seja legalizado. Elas caminham até três dias sem descanso, sem água e sem comida, logo depois são levadas umas por cima das outras em um caminhão sem rampa de descida, frequentemente sendo puxadas brutalmente para o chão no desembarque, quebrando ossos das patas, costelas e seus chifres.
Não bastasse tamanha crueldade, quando por vezes caem exaustas ao chão, tem os ossos de seu rabo quebrados á marteladas para que se levantem. Metade desses animais chegam mortos ao abatedouro. A outra metade leva uma forte pancada na cabeça, algumas não perdem a consiência e mesmo assim são depinduradas pelas patas traseiras e tem sua garganta cortada, logo, agonizam até a morte, sangrando, sem defesa nenhuma.
100% das peles usadas em casacos vem da mais selvagem natureza. Os animais mais livres de nosso ecossistema são caçados, enjaulados e mortos sem a menor piedade.
Muitos enlouquecem devido ao pequeno espaço nas gaiolas, onde só podem deitar, levantar e medir dois ou três passos.
A morte desses animais precisa ser cuidadosamente agoniante, pois sua pele não pode ser danificada. Nesses casos, varia entre uma eletrocução por via anal, para as rapozas; ter a cabeça pisoteada até a morte, para os guaxinins; ser pego pelos pés e batidos no chão até morrer, para as chinchilas ou ter suas penas e seu couro arrancados do animal vivo, para emas e avestruzes.
É isso o que você quer vestir na frente dos seus filhos? É dessa forma que você, dentro do seu casaco de morte, quer melhorar o mundo?
O que a máquina de consumo insustentável mundial quer é exatamente isso: que você vista sofrimento.

"Os animais não foram feitos para os humanos, assim como os negros não foram feitos para os brancos ou as mulheres para os homens."

domingo, 13 de março de 2011

Terráqueos - o alimento.


O dia de hoje foi de extrema importância para mim. Hoje a maior verdade que eu poderia descobrir na vida veio á tona: o homem é o único animal capaz de, conscientemente, causar dor em uma espécie semelhante por mero divertimento.

Você sabe de onde vem e como é feita a carne do seu churrasco? Você sabe quais e quantas vidas são sacrificadas para que você coma seus deliciosos Nuggets?
Se os abatedouros tivessem paredes de vidro, todos nós seríamos vegetarianos.
90% da carne que ingerimos todos os dias provém do sacrifício, da dor e do sofrimento de animais completamente indefesos. Vacas são abatidas da forma mais cruel e desumana possível, as leiteiras são separadas de seus filhotes logo após o nascimento para que eles não mamem seu precioso leite, que vai direto para as fábricas.
Esses mesmos filhotes, quando nascidos machos, ficam aproximadamente quatro meses acorrentados em uma cela com menos de 1,5m² para que seus músculos não se desenvolvam e são alimentados somente com leite, nada de água, nada de comida. Esses animais são carne de Vitela, vulgo, baby beef.
Cada Nugget que vem crocante dentro das suas bonitas caixas é um pintinho que sofre desde que estava dentro do ovo. Chocados em chocadeiras artificiais e recebendo taxas altíssimas de hormônios para que fiquem mais amarelinhos e atraentes, esses pintinhos nascem com deformações sérias frequentemente. Anomalias causadas pelo enorme agrupamento a que são submetidos. Não bastasse a falta de espaço, a dor, o sofrimento e a solidão dessas criaturinhas, eles são selecionados como coisas e os que tiverem a infelicidade de não nascer perfeitos são triturados junto ás suas cascas.
É então que nos surge a dúvida: somos mesmo seres racionais?
Pessoas capazes de matar a sangue frio, de separar filhotes de suas mães, arrancar a pele de animais vivos e submeter nossos antecedentes primatas á cirurgias sem nenhum tipo de anestesia podem ser consideradas racionais e em pleno uso de suas faculdades mentais?
Engano o de quem pensa que os seres humanos são os únicos capazes de sentir empatia. Se não respeitamos nossos semelhantes, como iremos conviver em paz?

"Enquanto houverem abatedouros, haverão campos de guerra."

Esse texto foi o primeiro de uma série chamada "Terráqueos" em homenagem ao documentário mais chocante, verdadeiro e revoltante que já assisti. Ao longo dessa semana vou expor para quem quiser ver o horror e a crueldade que a humanidade esconde.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Mais do que eu possa explicar,


Não existe definição certa e precisa para amizade, mas eu sei que vocês dois superam e muito o significado dessa palavra.

Há bastante tempo que não se sabe mais quem é quem no mundo, nem o quanto se pode confiar nos seres humanos, mas a partir do momento em que conheci meus dois melhores amigos eu soube exatamente quem eram e o que esperar deles. Amizade não é só para diversão, junção, loucura. É também para os piores momentos e eu sei que, quando eu mais precisar, são vocês que vão me pegar no colo e me ninar até dormir. Porque em vocês eu encontrei somente casas de sentimentos bons, sorrisos expontâneos e abraços sinceros.
Sabemos se as pessoas são ruins ou não ao observarmos o modo como tratam os animais e, depois que eu vi vocês dois cuidando para não machucar um cascudo, eu soube que não existem tantos seres humanos assim no mundo.
Não interessa que digam que amizade entre homem e mulher não existe, para mim, vocês dois fazem parte da imensa bolha onde eu vivo, já estão dentro do meu coração. E daqui a alguns anos eu sei que isso não vai mudar, porque vocês tem células revolucionárias em seus corações, assim como eu. Que nossa paz de espirito e convivência em harmonia não se acabe nunca e não mude jamais.

Meus amores, nós três em sintonia, vamos mudar o mundo, nem que seja só o nosso.
Eu amo vocês, Kaue e Gui.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mais um anjo.

Passamos um longo período de nossas vidas pensando no quanto podemos fazer o que quisermos sem sermos atingidos por nada, mas a vida é bem mais frágil do que se possa imaginar.

É tão difícil dizer adeus a alguém querido, quando não se tinha noção da gravidade da situação. É tão dificil lembrar das risadas e bordões de alguém completamente peculiar e insubstituível, é tão complicado entender.
O mais estranho é a sensação de que nada disso poderia estar acontecendo, não é justo. Lidamos muito mal com as vidas que perdemos e, quando infelizmente isso acontece, ninguém sabe o que fazer e o silêncio domina completamente nossas almas. São muitos corações que batem lentos, porém vivos, sofrendo a perda de um dos tantos elos que se uniam. Não posso dizer que faço parte do circulo mais íntimo dos olhos que choram e também fui pega de surpresa com a intensidade com que a notícia me atingiu.
A sensação de nó na garganta, de peso no estômago e as lembraças intermináveis que passam como um filme em nossas cabeças, não nos deixando dormir, não nos fazendo pensar em mais absolutamente nada. A gente só se dá conta de que não é imortal, quando os amigos começam a morrer e quando um amigo morre, uma parte de nós morre também.
Pra morrer basta estar vivo, mas pra aceitar a morte é preciso muito mais do que alguns anos de idade.

Vai em paz, Rafael.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Freedom


É tempo de novas experiências. Demorei um bom tempo para escrever sobre o ano novo, mas como a redatora temperamental que sou, não trabalho sobre pressão.

Hoje a sensação que tenho é que deveria ter aproveitado anos novos passados para começar algo novo e não tentar reciclar o que já se perdeu. Nesse ano tudo será absolutamente diferente do que foram os ultimos para mim, nesse ano eu serei feliz. Não feliz no sentido de ter tudo o que eu quero, mas no sentido amplo da palavra, absolutamente realizada e sem nada para me fazer chorar. Para 2011 quero novos amigos, novas festas, novas experiencias e, principalmente (ou desesperadamente) um novo amor, um amor que tem meu nome e meu cheiro, que tem minha cor e meu jeito de sorrir.
A sensação é de quem já fez pedidos demais a estrelas cadentes e cansou de acreditar que as coisas podem mudar somente com a força do pensamento, é preciso mais do que isso, é preciso atitude, vontade e dedicação.
2011 já é, por si só, um ano novo para mim. Vou alcançar a maioridade e aprender a dirigir, vou poder entrar onde eu quiser e ser presa se assim merecer. Nesse ano o elo que me mantem próxima aos meus pais se rompe e então eu poderei cuidar do meu nariz e ser quem eu quiser.

Nesse ano eu desejo todas as experiências boas que terei a vocês, que acompanham meu coraçãozinho desde o inicio. Riam, dançem, cantem, corram, vivam! Porque temos pouco tempo nesse mundo e eu aposto que você não vai querer perder nada! Então, que 2011 venha cheio de diversões perigosas e excitantes e tudo isso sem a menor responsabilidade!

Vão ser gauches na vida,
um beijo em cada um.

Tanara

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Garotas correndo na estrada são anjos pervertidos.

Sabem de uma coisa? Todos os homens são iguais. Suponho que já tenham chegado a essa conclusão, só não pararam de procurar "a exceção" e ainda insistem em acreditar que poderão mudar algum deles um dia.
Mas, minha querida leitora, preciso lhe dizer uma coisa absolutamente essencial para a segurança do seu coração: nenhum deles mudará, nenhum deles é a excessão e nenhum presta.
Ainda que seja bastante doloroso aceitarmos essa dificil realidade, a de que nós, mulheres, somos os únicos seres no mundo capazes de entender aquela velha citação que o padre faz no altar. Somos as únicas capazes de amar, respeitar e lhes ser fiel na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza por todos os dias de nossas vidas. É triste, mas é um fato.
Você pode se decidir por continuar sua incansável busca pelo principe encantado (que só a desencantará), pela sua exceção que se tornará regra logo logo, pelo "certo" que será tão errado quanto os outros ou então optar.
Sim, as escolhas não são tão difíceis e as opções são as seguintes: ou você resolve igualar-se a eles e divertir-se com cada bonitinho que encontrar, ou conforma-se em ficar com um cafajeste que você ame do que com um cafajeste qualquer.
Sei que parece bastante triste ouvir isso de uma garota de apenas 17 anos, mas a vida foi prematura comigo e me mostrou isso logo cedo. Não acho que tenha sido ruim, assim posso passar essa informação crucial a vocês, mulheres que, como eu, acreditaram em algum homem algum dia.
Mas querem saber qual foi a minha escolha? Optei por aquilo que faz meu coração vibrar. Já conheci muita gente nessa vida, homens, mulheres, crianças, idosos e de todas elas, sem exceção, apenas uma fez meus olhos brilharem. Ainda que essa criatura desprezível não valha o cigarro que fuma, serve pra me fazer feliz.
Acho que entenderam onde eu quis chegar: optem por aquilo que faz seus corações vibrarem. Já que nada vai faze-las plenamente felizes, escolham o que lhe faz sorrir e não o que lhe mantém eternamente adormecida.

Um beijo,
Tanara.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Close your eyes, there's nothing we can do.

Eu queria ser absorvida pela Terra, chamada pela mãe, Gaya, ouvir dela que meu mártiri acabou.
Queria acordar do outro lado da vida e ter a certeza de que meu coração já foi velado e enterrado, queria sumir.
Só queria passar um dia em paz, queria que alguém viesse até mim e dicesse: "acabou, não precisa mais chorar. Fique quietinha, vou tira-lo de você e não vai doer nada."

Mesmo que não houvesse mais o que bater aqui dentro, mesmo que meus olhos jamais mudassem de cor outra vez, eu só queria que o mundo parasse pra eu descer.
O cansaço que eu carrego nos meus frágeis ossos é algo que me tira a vontade de tudo, só me faz desejar quebrar-me em um milhão de pedaçoes e me espalhar por aí.
É hora dessa criança louca aceitar que nunca foi amada de verdade, feche seus olhos, não há nada que possamos fazer.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Carpe Diem

A vida foi passando diante dos meus olhos enquanto eu esperava incansavelmente que o afeto por mim virasse amor e crescesse, florescesse e se transformasse em algo próximo do que eu sentia, mas não aconteceu.
Durante muito tempo você confunde o seu sentimento com o da outra pessoa, mas é somente na hora das provações mais severas que se vê com clareza o que é amor e o que não é. Porque a diferença entre amor e carinho é exatamente o ponto até onde você está disposto a ceder pela outra pessoa, perdoar, aceitar e conviver com seus erros. O amor perdoa até as maiores atrocidades, enquanto o carinho é egoísta, nada perdoa e sempre se vinga, para o carinho, tudo é subistituível.
Deois de alguns dias difíceis, percebi que o pseudo amor que me tinham não passava de uma quantidade ridícula de um desejo carnal que pode ser suprido por qualquer coisa que tenha o mesmo que eu no meio das pernas. Percebí que eu era como um bichinho de estimação ou um carro zero quilômetro: só tem valor para o seu primeiro dono enquanto ninguém mais tocar. E não é isso que eu quero para a minha vida.
Muito tempo se passou enquanto eu estava sentada no chão frio do meu quarto escuro, chorando que nem criança e me perguntando o motivo de você não acreditar em mim e, mesmo que fosse verdade, o motivo por não me perdoar depois de todas as coisas pelas quais passei por cima e engolí, tudo por você. Daí volta a questão da diferença entre o amor e o afeto.
Passa a vida, passa o tempo, sopra o vento e eu sei o que devo fazer de mim. Esse é o novo mundo que escolhi: sem amor, sem glória, sem heróis no meu céu. Demorei tempo demais para perceber que o grande amor da minha vida sou eu.

"Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off you"

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A melhor irmã do mundo.


Hoje a melhor irmã do mundo está de aniversário. Mais uma primavera daquela que não é a melhor por ser a mais responsável, nem a mais cuidadosa, simpática e interessada, mas por estar sempre ao meu lado.
Ela não é carinhosa, não é de abraçar pra chorar nem de sorrir o dia todo, ela é minha. Ela foi, por muitos anos minha irmã/mãe, cuidou do meu joelho machucado e do meu coração partido, chorou as minhas lágrimas e sorriu a minha felicidade. Ela é invencível, intocável, incomparável. É minha irmã.
Minha mentora desde que me conheço por gente, quem me ensinou basicamente tudo o que eu sei e me viu errar muitas e muitas vezes sem julgamentos maiores. Me acobertou e me carregou para as maiores loucuras, me apresentou a lisergia, fez da minha vida a mais doce que existe. Minha irmã não é só uma irmã, é um suprassumo de mulher que não se deixa abalar por nada nesse mundo, o que sempre me causou inveja.
Não só é de uma beleza indiscutível, mas de um coração incomparável, que me carrega desde que nasci.
Com ela foi meu primeiro porre, meu primeiro tombo, meu primeiro sorriso, com ela eu aprendi a viver de verdade e a ver a intensidade que isso tem. Minha irmã, minha melhor amiga, a mãe presente que eu não tenho, o amor da minha vida.
A lasanha, o sorvete e o passeio no parque que eu dei a ela hoje não são nada comparado a todos os presentes que ela já me deu, presentes que guardo comigo a cada instante da vida.
Quando ela se foi a saudade quase me esmagou, mas agora que vivemos juntas outra vez, eu prometo protege-la como ela me protejeu, ama-la como ela me amou, cuida-la como ela me cuidou. Tentar fazer tudo o que ela fez por mim, ainda que eu saiba que nunca na vida vou poder retribuir quem me ensinou a viver.

Parabéns, Nicoli, eu te amo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Garotos.

Cansei desse papinho furado de amor eterno e da parte melosa em "ter alguém que se importa com você" quando na verdade ninguém se importa!
Você acha que a droga do seu namorado é diferente de todos os outros, mas sinto muito informar, querida, TODOS ELES SÃO IGUAIS. E esse não é uma excessão! Ele vai te fazer se apaixonar por ele e se mostrar o mais gentil cavalheiro que você já conheceu para logo depois ficar com as suas vizinhas, suas amigas, suas inimigas e qualquer coisa que aparecer na frente dele. Com o tempo a máscara deles cai e a nossa vai escorrendo com as lágrimas.
Homens foram feitos para partir o coração de quantas meninas puderem na vida e isso sempre acontece e sempre vai acontecer. De que adianta tentar ser tão feliz com alguém que logicamente não se importa com você? Mesmo quando ele te olha nos olhos e põe uma mecha do seu cabelo atrás da orelha, ou quando ele te abraça forte e depois beija sua testa demoradamente e diz que te ama. Isso não vale de nada a partir do momento em que você vira as costas e passa a não existir mais para o seu principe encantado.
Mesmo que você AME ele desesperadamente, não se importe com mais nada no mundo a não ser com a felicidade do infeliz, abra mão de si mesma pra cuidar dele, nada disso importa, você - sozinha - nunca será suficiente.
Pode ser a namorada perfeita, linda, inteligente, interessante, carinhosa, engraçada, fiel, zelosa e o diabo a quatro, ele sempre vai encontrar alguma que tem algo que você não tem.
Desde sempre nós achamos os garotos uns idiotas, e são mesmo. A diferença é que isso não quer dizer que eles não amem, porque amam. Eles só não sabem o que fazer com isso.

domingo, 21 de novembro de 2010

Homofobia já era.


Somos considerados animais racionais, inteligentes e conscientes desde que evoluimos de macacos para seres capazes de fazer uma fogueira. Mas até onde vai essa racionalidade? Episódios como o da semana passada, quando cinco adolescentes - alguns da minha idade, inclusive - espancaram covardemente um garoto pelo simples fato de ele ser gay.
O que passa na mente de pessoas como essas? O que leva jovens em pleno século XXI a terem atitudes como tal?
Se Deus é contra o homossexualismo, então Ele também é contra o amor, e o amor é livre. Não escolhe cor, raça, idade ou sexo, ele simplesmente acontece.
Com tantas atrocidades acontecendo no mundo, tanta gente em situações deploráveis, por que então revoltar-se com algo tão natural?
Talvez alguns de nossos "racionais" ainda não tenham se dado conta de que já passou da hora de transcender nossos conceitos e ainda não tenham percebido a dimensão do amor entre duas pessoas do mesmo sexo que, acredito eu, é maior até do que o de um casal considerado "normal". Pois ele tem que passar por muito mais desafios, muito mais provações. Amar alguém considerado errado para você requer uma coragem irretocável, o que com certeza os torna muito mais homens do que cinco covardes tentando se provar melhores com uma lâmpada na mão.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Não basta

Nem tudo é como a gente quer. No entanto, isso não quer dizer que não é tudo que precisamos. Muitas vezes, essas coisas que a vida nos coloca pelo caminho são bem melhores do que a gente esperava. Veja bem, a hora mais bonita do dia é aquela em que o céu fica vermelho, e não azul. As mais belas noites são aquelas poucas em que a lua pega emprestada quase toda a luz do sol e a gente não precisa de lanterna pra caminhar. Exemplos não me faltam: a gente só ama o frio porque pode se envolver em mil casacos e cobertores, bem como agradecemos pelo escaldante sol de verão somente após mergulharmos num mar gelado. Eu posso não ser o que tu esperavas, mas a gente não escolhe o que quer sonhar quando coloca a cabeça no travesseiro.
E que atire a primeira pedra quem não gosta de sonhar aqui. Eu posso não ser o que tudo que tu precisavas, mas a gente vive e morre sem saber do que realmente precisamos. Eu posso não bastar. Então que baste o amor. Eu posso não ser um monte de coisas, mas tenho certeza de tudo aquilo que sou: um céu vermelho, uma noite de lua cheia, um cobertor e um banho de mar, e tudo o mais que tu quiseres viver junto de mim. 1 mês se foi. Enche teus pulmões, pois tu vais precisar de todo o ar que eles puderem conter.
(l.s)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Zahir

Eu venho e vou como se nada ao meu redor fizesse sentido, como se cada passo dado fosse mais um pé pairando sobre um imenso nada.
Ando em casa de um lado para o outro e nenhum lugar parece bom o bastante para me aquietar, eu não devia estar ali, meu plano falhou. E perder-se não é mesmo o pior quando não quero me encontrar, o horror que vos falo, caro amigo, é o de sentir-se avassaladoramente sozinha em meio á multidão. É acordar de manhã e perguntar "cadê?" e depois vagar entre meus devaneios, sem nenhuma perspectiva de dia, é refugiar-se no sono para não pensar.
E cada vez a solidão me consome mais um pouquinho, como uma jibóia que engole sua presa lenta e dolorosamente. Mas a solidão a que me refiro não é global, tampouco pode ser generalizada. A minha solidão é também meu Zahir, algo que uma vez tocado jamais e esquecido e sua falta nos consome até a total loucura. E como chega rápido a dita cuja. Engraçado agora ter um psiquiatra, alguém que até sábado tinha em sua testa o estereótipo de sã. Mas até a sanidade é relativa quando se trata do absolutamente desconhecido, pois o que eu sinto não tem nome, ainda que meu Zahir tenha RG, endereço e telefone.

sábado, 23 de outubro de 2010

Ácido e ferro.

Ser assim tão forte ás vezes é complicado. Você passa dias e dias de bem com a vida, ignorando completamente o cara que, até que enfim, parecia um sofrimento desnecessário na sua vida e, de repente, tudo cai. É meio difícil assistir de camarote o completo desinteresse do amor da sua vida, mas um dia acontece. É como se você tivesse morrido e assistisse de cima o recomeço dos seus entes queridos, só que eu não morri. Ao menos não aparentemente. Ainda que leve este sorriso no rosto, meu coração explode de dor a cada segundo que passa.
O problema não é você se interessar por outras pessoas e resolver trocar de par, e sim não ter mais condições de sofrer na mão dele. O problema é que não resta mais nenhum pedaçinho de coração pra suportar. E ainda assim alguma coisa aqui dentro ainda o ama como amava naquele baile de máscaras.
É como um bixo noturno, porém sonolento dentro de mim. Durante o dia ele dorme e descança tranquilamente em meu interior, mas durante á noite ele acorda com mais forças do que nunca para comer meus órgãos vitais e provocar gastrite nervoso-hemorrágica em mim. Tudo para me matar. Qualquer coisa para fazer eu me sentir mal.
Meu amor, eu sinto muito. Tenho em mim o maior amor do mundo, mas me faltam condições para sofrer, já não resta mais nada, você esgotou o estoque de felicidade que continha nesta menina.
Você encheu o tanque no primeiro mês destes dois anos e o esvaziou lentamente durante o resto do período, agora não há mais nada.
Mas eu te amo tanto que dói pra respirar, dói pra chorar, dói pra sorrir como se eu fosse composta de ácido e ferro, nem uma gota de sentimento.
Sinto muitose você acha ruim esta que sou agora, devia ter pensado antes de me fazer como sou.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Four days a week


São quatro dias por semana que tenho só para mim. Quatro manhãs para pensar, quatro tardes para sorrir e quatro noites para cantar e contar histórias daquelas que fazem você dormir se sentindo criança.
Os outros dias não são meus, talvez nunca sejam, mas que egoísmo da minha parte querer a semana toda só para mim! Quatro dias já estão de bom tamanho, preciso me convencer. Mas ás vezes, tantas horas parecem tão pouco diante de tudo o que ainda tenho para contar, para aprender e de tantas músicas que ainda quero pedir, que até parece injusto.
Tudo bem, eu sou a intrometida nesse mundo que não é meu, quem caiu de paraquedas fui eu. Mundo de Tanara, de João, de Maria, de qualquer um, mas o mundo que eu falo é um pouco mais do que isso tudo. Esse mundo é calmo, é bonito, é suave e tranquilo. Não é grande, mas tem dentes de roedor, como os meus, não é solitário, porém não tem muito mais amigos do que eu. Esse mundo já passou por tudo o que eu passei e um pouco mais, nesse mundo estão meus quatro dias por semana e tudo o que eu gosto demais.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

On The Brightside


Eu sempre procurei olhar o lado positivo das coisas e pensar que há, sim, algo bom na vida. Nem que esteja no fundo do fundo do coração, todo mundo tem uma parte especial dentro de si. Mas ultimamente ando tão cansada e com tantos problemas juntos que só de olhar para a minha ferida, ela sangra como se tivesse acabado de ser feita. E isso não é nada positivo, porque me deixa numa montanha-russa de emoções que me deixa exausta. Em um dia estou lá no topo e no outro, de cabeça para baixo, bem no meio do loop.
Sou uma grande fã de quem consegue ser diariamente feliz, gente que não deixa a peteca cair por nada, que ri diante do apocalipse e, sinceramente, sempre quis ser do tipo que não liga, que não sofre, que pratica o desapego. Mas o que esperar de uma geminiana, bipolar e claustrofóbica? Uma eterna apaixonada por tudo o que não presta, por tudo que não a quer? Sou um desastre natural, mas até as maiores abominações da Terra tem lá seu charme. Sei que está na hora deste passarinho pegar suas asas quebradas e aprender a voar, antes que o tempo passe e eu desaprenda de como se vive. Talvez quando eu nasci um anjo torto, desses que vivem nas sombras disse: vai, Tanara, vai ser gauche na vida! E, por mais errado que isso tenha me soado, eu fui.
Estranho parecer que, constantemente escrevo sobre meu passado e raramente sobre meu futuro não tão brilhante, mas meu passado está diretamente ligado ao meu presente, ao que restou de mim. É típico, a menina bochechuda com carinha de boneca que se apaixona pelo cara bonitinho que diz que ela é linda, mas que nunca bastou. É um ciclo vicioso. Talvez saiba que sou, sim, uma menina bonita, interessante, inteligente e com gosto de biscoito, só não soube escolher bem o acompanhamento ou meu leite azedou, porém, eu não queria uma vida completamente doce, mesmo. Só não sei o que faço por aqui onde as horas não passam, por aqui onde tudo é tão estranho, por aqui onde eu não existo.
E nem me lembro desde quando passei a me esquecer. Só lembro que tudo o que tenho feito, dito ou pensado se reflete no meu turbilhão inefável de emoções, que me dominam, que me completam, que me consomem, que me fazem exatamente como sou: caleidoscópica.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

E então?


Passamos tanto tempo das nossas vidas ocupados em declarar nosso amor eterno por alguém que quase nunca paramos para pensar no que consiste esse sentimento realmente.
Basta amar alguém acima de tudo? Acho que precisamos de mais algumas coisas que, indispensavelmente, vem junto com o afeto e um relacionamento. Amar é respeitar, cuidar, importar-se. Mas quem se importa? Muito pouca gente. Você é desesperadamente apaixonada por aquela pessoa, você precisa dela para todo o sempre, você tem por ela a maior consideração do mundo e de repente percebe que essa pessoa simplesmente não se importa.
E então você se pergunta, "mas o que é o amor, então?" e a resposta é simples: é tudo aquilo de que você abre mão por alguém. E se esse alguém não faz o mínimo esforço por você, vale mesmo a pena? Só se for amor de verdade.
Tendo você um amor incondicional por alguém, sinto muito, meu amigo, mas não há nada que possa ser feito para reverter sua situação, a não ser que a sua seja a maior força de vontade do mundo.
Já amei quem não podia, já perdoei o que não devia e, hoje, apesar de não ser totalmente recíproco, sei que é de verdade.