Cansei desse papinho furado de amor eterno e da parte melosa em "ter alguém que se importa com você" quando na verdade ninguém se importa!
Você acha que a droga do seu namorado é diferente de todos os outros, mas sinto muito informar, querida, TODOS ELES SÃO IGUAIS. E esse não é uma excessão! Ele vai te fazer se apaixonar por ele e se mostrar o mais gentil cavalheiro que você já conheceu para logo depois ficar com as suas vizinhas, suas amigas, suas inimigas e qualquer coisa que aparecer na frente dele. Com o tempo a máscara deles cai e a nossa vai escorrendo com as lágrimas.
Homens foram feitos para partir o coração de quantas meninas puderem na vida e isso sempre acontece e sempre vai acontecer. De que adianta tentar ser tão feliz com alguém que logicamente não se importa com você? Mesmo quando ele te olha nos olhos e põe uma mecha do seu cabelo atrás da orelha, ou quando ele te abraça forte e depois beija sua testa demoradamente e diz que te ama. Isso não vale de nada a partir do momento em que você vira as costas e passa a não existir mais para o seu principe encantado.
Mesmo que você AME ele desesperadamente, não se importe com mais nada no mundo a não ser com a felicidade do infeliz, abra mão de si mesma pra cuidar dele, nada disso importa, você - sozinha - nunca será suficiente.
Pode ser a namorada perfeita, linda, inteligente, interessante, carinhosa, engraçada, fiel, zelosa e o diabo a quatro, ele sempre vai encontrar alguma que tem algo que você não tem.
Desde sempre nós achamos os garotos uns idiotas, e são mesmo. A diferença é que isso não quer dizer que eles não amem, porque amam. Eles só não sabem o que fazer com isso.
Viver é a mais surreal das aventuras, a maioria das pessoas apenas existe.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
Homofobia já era.

Somos considerados animais racionais, inteligentes e conscientes desde que evoluimos de macacos para seres capazes de fazer uma fogueira. Mas até onde vai essa racionalidade? Episódios como o da semana passada, quando cinco adolescentes - alguns da minha idade, inclusive - espancaram covardemente um garoto pelo simples fato de ele ser gay.
O que passa na mente de pessoas como essas? O que leva jovens em pleno século XXI a terem atitudes como tal?
Se Deus é contra o homossexualismo, então Ele também é contra o amor, e o amor é livre. Não escolhe cor, raça, idade ou sexo, ele simplesmente acontece.
Com tantas atrocidades acontecendo no mundo, tanta gente em situações deploráveis, por que então revoltar-se com algo tão natural?
Talvez alguns de nossos "racionais" ainda não tenham se dado conta de que já passou da hora de transcender nossos conceitos e ainda não tenham percebido a dimensão do amor entre duas pessoas do mesmo sexo que, acredito eu, é maior até do que o de um casal considerado "normal". Pois ele tem que passar por muito mais desafios, muito mais provações. Amar alguém considerado errado para você requer uma coragem irretocável, o que com certeza os torna muito mais homens do que cinco covardes tentando se provar melhores com uma lâmpada na mão.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Não basta
Nem tudo é como a gente quer. No entanto, isso não quer dizer que não é tudo que precisamos. Muitas vezes, essas coisas que a vida nos coloca pelo caminho são bem melhores do que a gente esperava. Veja bem, a hora mais bonita do dia é aquela em que o céu fica vermelho, e não azul. As mais belas noites são aquelas poucas em que a lua pega emprestada quase toda a luz do sol e a gente não precisa de lanterna pra caminhar. Exemplos não me faltam: a gente só ama o frio porque pode se envolver em mil casacos e cobertores, bem como agradecemos pelo escaldante sol de verão somente após mergulharmos num mar gelado. Eu posso não ser o que tu esperavas, mas a gente não escolhe o que quer sonhar quando coloca a cabeça no travesseiro.
E que atire a primeira pedra quem não gosta de sonhar aqui. Eu posso não ser o que tudo que tu precisavas, mas a gente vive e morre sem saber do que realmente precisamos. Eu posso não bastar. Então que baste o amor. Eu posso não ser um monte de coisas, mas tenho certeza de tudo aquilo que sou: um céu vermelho, uma noite de lua cheia, um cobertor e um banho de mar, e tudo o mais que tu quiseres viver junto de mim. 1 mês se foi. Enche teus pulmões, pois tu vais precisar de todo o ar que eles puderem conter.
(l.s)
E que atire a primeira pedra quem não gosta de sonhar aqui. Eu posso não ser o que tudo que tu precisavas, mas a gente vive e morre sem saber do que realmente precisamos. Eu posso não bastar. Então que baste o amor. Eu posso não ser um monte de coisas, mas tenho certeza de tudo aquilo que sou: um céu vermelho, uma noite de lua cheia, um cobertor e um banho de mar, e tudo o mais que tu quiseres viver junto de mim. 1 mês se foi. Enche teus pulmões, pois tu vais precisar de todo o ar que eles puderem conter.
(l.s)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
O Zahir
Eu venho e vou como se nada ao meu redor fizesse sentido, como se cada passo dado fosse mais um pé pairando sobre um imenso nada.
Ando em casa de um lado para o outro e nenhum lugar parece bom o bastante para me aquietar, eu não devia estar ali, meu plano falhou. E perder-se não é mesmo o pior quando não quero me encontrar, o horror que vos falo, caro amigo, é o de sentir-se avassaladoramente sozinha em meio á multidão. É acordar de manhã e perguntar "cadê?" e depois vagar entre meus devaneios, sem nenhuma perspectiva de dia, é refugiar-se no sono para não pensar.
E cada vez a solidão me consome mais um pouquinho, como uma jibóia que engole sua presa lenta e dolorosamente. Mas a solidão a que me refiro não é global, tampouco pode ser generalizada. A minha solidão é também meu Zahir, algo que uma vez tocado jamais e esquecido e sua falta nos consome até a total loucura. E como chega rápido a dita cuja. Engraçado agora ter um psiquiatra, alguém que até sábado tinha em sua testa o estereótipo de sã. Mas até a sanidade é relativa quando se trata do absolutamente desconhecido, pois o que eu sinto não tem nome, ainda que meu Zahir tenha RG, endereço e telefone.
Ando em casa de um lado para o outro e nenhum lugar parece bom o bastante para me aquietar, eu não devia estar ali, meu plano falhou. E perder-se não é mesmo o pior quando não quero me encontrar, o horror que vos falo, caro amigo, é o de sentir-se avassaladoramente sozinha em meio á multidão. É acordar de manhã e perguntar "cadê?" e depois vagar entre meus devaneios, sem nenhuma perspectiva de dia, é refugiar-se no sono para não pensar.
E cada vez a solidão me consome mais um pouquinho, como uma jibóia que engole sua presa lenta e dolorosamente. Mas a solidão a que me refiro não é global, tampouco pode ser generalizada. A minha solidão é também meu Zahir, algo que uma vez tocado jamais e esquecido e sua falta nos consome até a total loucura. E como chega rápido a dita cuja. Engraçado agora ter um psiquiatra, alguém que até sábado tinha em sua testa o estereótipo de sã. Mas até a sanidade é relativa quando se trata do absolutamente desconhecido, pois o que eu sinto não tem nome, ainda que meu Zahir tenha RG, endereço e telefone.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Ácido e ferro.
Ser assim tão forte ás vezes é complicado. Você passa dias e dias de bem com a vida, ignorando completamente o cara que, até que enfim, parecia um sofrimento desnecessário na sua vida e, de repente, tudo cai. É meio difícil assistir de camarote o completo desinteresse do amor da sua vida, mas um dia acontece. É como se você tivesse morrido e assistisse de cima o recomeço dos seus entes queridos, só que eu não morri. Ao menos não aparentemente. Ainda que leve este sorriso no rosto, meu coração explode de dor a cada segundo que passa.
O problema não é você se interessar por outras pessoas e resolver trocar de par, e sim não ter mais condições de sofrer na mão dele. O problema é que não resta mais nenhum pedaçinho de coração pra suportar. E ainda assim alguma coisa aqui dentro ainda o ama como amava naquele baile de máscaras.
É como um bixo noturno, porém sonolento dentro de mim. Durante o dia ele dorme e descança tranquilamente em meu interior, mas durante á noite ele acorda com mais forças do que nunca para comer meus órgãos vitais e provocar gastrite nervoso-hemorrágica em mim. Tudo para me matar. Qualquer coisa para fazer eu me sentir mal.
Meu amor, eu sinto muito. Tenho em mim o maior amor do mundo, mas me faltam condições para sofrer, já não resta mais nada, você esgotou o estoque de felicidade que continha nesta menina.
Você encheu o tanque no primeiro mês destes dois anos e o esvaziou lentamente durante o resto do período, agora não há mais nada.
Mas eu te amo tanto que dói pra respirar, dói pra chorar, dói pra sorrir como se eu fosse composta de ácido e ferro, nem uma gota de sentimento.
Sinto muitose você acha ruim esta que sou agora, devia ter pensado antes de me fazer como sou.
O problema não é você se interessar por outras pessoas e resolver trocar de par, e sim não ter mais condições de sofrer na mão dele. O problema é que não resta mais nenhum pedaçinho de coração pra suportar. E ainda assim alguma coisa aqui dentro ainda o ama como amava naquele baile de máscaras.
É como um bixo noturno, porém sonolento dentro de mim. Durante o dia ele dorme e descança tranquilamente em meu interior, mas durante á noite ele acorda com mais forças do que nunca para comer meus órgãos vitais e provocar gastrite nervoso-hemorrágica em mim. Tudo para me matar. Qualquer coisa para fazer eu me sentir mal.
Meu amor, eu sinto muito. Tenho em mim o maior amor do mundo, mas me faltam condições para sofrer, já não resta mais nada, você esgotou o estoque de felicidade que continha nesta menina.
Você encheu o tanque no primeiro mês destes dois anos e o esvaziou lentamente durante o resto do período, agora não há mais nada.
Mas eu te amo tanto que dói pra respirar, dói pra chorar, dói pra sorrir como se eu fosse composta de ácido e ferro, nem uma gota de sentimento.
Sinto muitose você acha ruim esta que sou agora, devia ter pensado antes de me fazer como sou.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Four days a week

São quatro dias por semana que tenho só para mim. Quatro manhãs para pensar, quatro tardes para sorrir e quatro noites para cantar e contar histórias daquelas que fazem você dormir se sentindo criança.
Os outros dias não são meus, talvez nunca sejam, mas que egoísmo da minha parte querer a semana toda só para mim! Quatro dias já estão de bom tamanho, preciso me convencer. Mas ás vezes, tantas horas parecem tão pouco diante de tudo o que ainda tenho para contar, para aprender e de tantas músicas que ainda quero pedir, que até parece injusto.
Tudo bem, eu sou a intrometida nesse mundo que não é meu, quem caiu de paraquedas fui eu. Mundo de Tanara, de João, de Maria, de qualquer um, mas o mundo que eu falo é um pouco mais do que isso tudo. Esse mundo é calmo, é bonito, é suave e tranquilo. Não é grande, mas tem dentes de roedor, como os meus, não é solitário, porém não tem muito mais amigos do que eu. Esse mundo já passou por tudo o que eu passei e um pouco mais, nesse mundo estão meus quatro dias por semana e tudo o que eu gosto demais.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
On The Brightside

Eu sempre procurei olhar o lado positivo das coisas e pensar que há, sim, algo bom na vida. Nem que esteja no fundo do fundo do coração, todo mundo tem uma parte especial dentro de si. Mas ultimamente ando tão cansada e com tantos problemas juntos que só de olhar para a minha ferida, ela sangra como se tivesse acabado de ser feita. E isso não é nada positivo, porque me deixa numa montanha-russa de emoções que me deixa exausta. Em um dia estou lá no topo e no outro, de cabeça para baixo, bem no meio do loop.
Sou uma grande fã de quem consegue ser diariamente feliz, gente que não deixa a peteca cair por nada, que ri diante do apocalipse e, sinceramente, sempre quis ser do tipo que não liga, que não sofre, que pratica o desapego. Mas o que esperar de uma geminiana, bipolar e claustrofóbica? Uma eterna apaixonada por tudo o que não presta, por tudo que não a quer? Sou um desastre natural, mas até as maiores abominações da Terra tem lá seu charme. Sei que está na hora deste passarinho pegar suas asas quebradas e aprender a voar, antes que o tempo passe e eu desaprenda de como se vive. Talvez quando eu nasci um anjo torto, desses que vivem nas sombras disse: vai, Tanara, vai ser gauche na vida! E, por mais errado que isso tenha me soado, eu fui.
Estranho parecer que, constantemente escrevo sobre meu passado e raramente sobre meu futuro não tão brilhante, mas meu passado está diretamente ligado ao meu presente, ao que restou de mim. É típico, a menina bochechuda com carinha de boneca que se apaixona pelo cara bonitinho que diz que ela é linda, mas que nunca bastou. É um ciclo vicioso. Talvez saiba que sou, sim, uma menina bonita, interessante, inteligente e com gosto de biscoito, só não soube escolher bem o acompanhamento ou meu leite azedou, porém, eu não queria uma vida completamente doce, mesmo. Só não sei o que faço por aqui onde as horas não passam, por aqui onde tudo é tão estranho, por aqui onde eu não existo.
E nem me lembro desde quando passei a me esquecer. Só lembro que tudo o que tenho feito, dito ou pensado se reflete no meu turbilhão inefável de emoções, que me dominam, que me completam, que me consomem, que me fazem exatamente como sou: caleidoscópica.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
E então?

Passamos tanto tempo das nossas vidas ocupados em declarar nosso amor eterno por alguém que quase nunca paramos para pensar no que consiste esse sentimento realmente.
Basta amar alguém acima de tudo? Acho que precisamos de mais algumas coisas que, indispensavelmente, vem junto com o afeto e um relacionamento. Amar é respeitar, cuidar, importar-se. Mas quem se importa? Muito pouca gente. Você é desesperadamente apaixonada por aquela pessoa, você precisa dela para todo o sempre, você tem por ela a maior consideração do mundo e de repente percebe que essa pessoa simplesmente não se importa.
E então você se pergunta, "mas o que é o amor, então?" e a resposta é simples: é tudo aquilo de que você abre mão por alguém. E se esse alguém não faz o mínimo esforço por você, vale mesmo a pena? Só se for amor de verdade.
Tendo você um amor incondicional por alguém, sinto muito, meu amigo, mas não há nada que possa ser feito para reverter sua situação, a não ser que a sua seja a maior força de vontade do mundo.
Já amei quem não podia, já perdoei o que não devia e, hoje, apesar de não ser totalmente recíproco, sei que é de verdade.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Só quando é para melhor.

Passei muito tempo presa no mártiri de tentar mudar as pessoas ao meu redor e só hoje, depois de muito esforço e chororo, descobri uma coisa muito importante: você só pode mudar a si mesmo.
Pai arredio, mãe meio away do mundo, amigas de índole duvidosa, namorado sem fundamento. Tudo isso aí eu já tentei mudar, sem sucesso, é claro. Já pensou se pudéssemos adaptar as pessoas aos nossos desejos e vontades, que chato seria? Pois eu sempre quis que algo ao meu redor mudasse, só para eu ter a certeza de que não vim completamente inútil nesse mundo.
E pensei que nunca tinha conseguido nenhum resultado, mas hoje eu vejo claramente: mudei a mim mesma. E você só se dá conta do quanto mudou depois de muitos anos de mutação. Posso não ter tido sucesso em fazer meu pai ser mais sorridente, mas melhorei tremendamente minha relação com ele tentando. Não trouxe minha mãe de volta ao planeta Terra, tampouco consegui faze-la ver o que é real e o que não é, mas hoje tenho a pela certeza de que ela é uma mãe esforçada. Também não consegui mudar a conduta de uma ou duas amigas meio transviadas e com isso descobri que o melhor que se tem a fazer é afastar-se.O que mais dói é saber que não consegui realmente mudar nem um milímetro da personalidade pouco favorável a relacionamentos estáveis do meu grande amor, mas com isso aprendi a lidar com ele.
Há alguns anos atrás as pessoas ao meu redor me tinham de forma diferente. Eu costumava ser bastante peculiar, devo admitir. Não tinha medo de muita coisa, não chorava por nada, sinceramente não me importava com ninguém e apenas queria viver de momentos intensos e lembranças marcantes. Com o tempo essa Tanara foi se transformando em uma menininha medrosa, sensível e chorona, que só queria um abraço quentinho e um pouco mais de respeito da pessoa que ela mais amava.
Todo mundo se pergunta o que foi que aconteceu com aquela velha menina que tanta gente admirava. Só há um motivo para tanta mudança: ela se apaixonou.
E as pessoas mudam quando se apaixonam. Mudam por diversos motivos, mas encontrar alguém em quem depositar sua vida, é algo forte demais para não causar nenhum impacto.
Portanto mude, transceda, viva do jeito que bem entender. Porque mudar é importante, mas quando é para melhor!
domingo, 26 de setembro de 2010
Gente grande não chora.
Tantos motivos na vida nós temos para nos comover, ficar tristes e felizes, magoados e plenamente satisfeitos e talvez estes tantos momentos venham carregados de lágrimas.
Mas quantas vezes você já ouviu dizer que gente grande não chora? Devo dizer, meu amigo, que lágrimas não são só para crianças e você está mais do que enganado em pensar desse modo. Choras ás vezes é bom, lava a alma, descarrega um pouco. É bem verdade que quando somos pequenos choramos muito mais e por motivos muito mais banais, mas quando crescemos é fácil descobrir que os olhos transbordam quando o coração está cheio.
Difícil pensar em despedir-se com aquela tão velha promessa do "nos vemos em breve", porque eu sei que não será tão breve assim e muitas coisas podem acontecer em sessenta dias. Devo admitir que já devia ter me acostumado com essas chegadas e partidas, afinal, já tem quase um ano que elas acontecem periodicamente, mas não me acostumei. Eu juro que tento não chorar, pensar positivo e por um sorriso no rosto quando sei que você está indo correr atrás das suas esperanças, dos seus sonhos, do seu tudo, o que me impede de sorrir é o fato de eu não estar inclusa nessa corrida desesperada por um lugar ao sol. E então, depois de todo esse maldito tempo, fui pra casa chorando mais uma vez, com o coração recheado de angústia, saudade e incerteza. Mas gente grande não chora e eu já devia estar no grupo adulto a algum tempo, ainda assim é difícil saber que entrar naquele ônibus era o mesmo que assinar um termo vitalício aceitando estar completamente sozinha no mundo dali para a frente. E é assim que é, é assim que sempre foi. Você longe, com as suas imensas aventuras na cidade grande e eu aqui, sozinha. Mas, meu amor, eu sei o quanto você precisa disso e sei também que não posso impedir que aconteça. Eu sou sua, você é do mundo e se eu te quiser como eu te quero, é melhor aceitar.
Então vá, viva seu sonho adolescente, faça tudo o que tiver vontade, mas não me machuque, vou estar aqui te esperando. Mais uma vez.
Mas quantas vezes você já ouviu dizer que gente grande não chora? Devo dizer, meu amigo, que lágrimas não são só para crianças e você está mais do que enganado em pensar desse modo. Choras ás vezes é bom, lava a alma, descarrega um pouco. É bem verdade que quando somos pequenos choramos muito mais e por motivos muito mais banais, mas quando crescemos é fácil descobrir que os olhos transbordam quando o coração está cheio.
Difícil pensar em despedir-se com aquela tão velha promessa do "nos vemos em breve", porque eu sei que não será tão breve assim e muitas coisas podem acontecer em sessenta dias. Devo admitir que já devia ter me acostumado com essas chegadas e partidas, afinal, já tem quase um ano que elas acontecem periodicamente, mas não me acostumei. Eu juro que tento não chorar, pensar positivo e por um sorriso no rosto quando sei que você está indo correr atrás das suas esperanças, dos seus sonhos, do seu tudo, o que me impede de sorrir é o fato de eu não estar inclusa nessa corrida desesperada por um lugar ao sol. E então, depois de todo esse maldito tempo, fui pra casa chorando mais uma vez, com o coração recheado de angústia, saudade e incerteza. Mas gente grande não chora e eu já devia estar no grupo adulto a algum tempo, ainda assim é difícil saber que entrar naquele ônibus era o mesmo que assinar um termo vitalício aceitando estar completamente sozinha no mundo dali para a frente. E é assim que é, é assim que sempre foi. Você longe, com as suas imensas aventuras na cidade grande e eu aqui, sozinha. Mas, meu amor, eu sei o quanto você precisa disso e sei também que não posso impedir que aconteça. Eu sou sua, você é do mundo e se eu te quiser como eu te quero, é melhor aceitar.
Então vá, viva seu sonho adolescente, faça tudo o que tiver vontade, mas não me machuque, vou estar aqui te esperando. Mais uma vez.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Mudar é bom?

Já parou para notar o quanto a vida vai mudando? Não dá pra fugir.
O destino é uma flor e nós somos apenas a semente, que vai crescendo e crescendo sem que nada nem ninguém possa controlar. É como as estações do ano, por mais que você não goste de inverno, jamais poderá pula-lo e passar direto para a primavera.
Somos seres em aterna mutação e talvez se você olhar para trás, verá o quanto cresceu, o quanto se transformou em algo novo e quantas vezes fez isso. Algumas pessoas nos acompanham nas mudanças de cotidiano, outras simplesmente ficam para trás. E algumas, ainda que essas sejam raras excessões, continuam conosco, mesmo á distância. Não é errado olhar para trás e sentir saudades do que passou, mas torna-se mais fácil olhar para frente e encher-se de esperanças pelo que ainda não veio.
Passamos muito tempo nos martirizando com o que poderíamos ter feito de diferente e muitas vezes isso nos torna um tanto quanto infelizes. Eu muito já fiz isso, mas hoje sei que tudo o que acontece na vida tem um motivo e que por mais que as linhas sejam tortas, é por lá que se escreve. Não sou de viver de passado, tampouco de momentos instântaneos, mas acredito fielmente em mim.
Ás vezes nos perguntamos por que tudo foi do jeito que foi, ou é do jeito que é. Ainda que não haja resposta para esse maravilhoso mistério que é nossa vida neste plano terrestre, para tudo há um motivo.
Então devemos aproveitar tudo o que pudermos enquanto isso não muda. Nossos amigos, nossos amores, nossa familia. Viver tudo antes que acabe, porque um dia sempre fica para trás, e o que nos restará será a doce lembrança do quanto foi bom enquanto durou.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Muito além dos olhos

Já ouviu aquela velha expressão "beleza não é tudo"? Pois então, tenho tentado compreende-la a algum tempo já. Ser bonita é realmente importante? Não posso te responder com 100% de certeza porque nunca fui uma beldade, mas ainda acho que o meu jeitinho destrambelhado e minha aparência de roedor de porte médio tem lá seu charme.
Digo, beleza é algo muito relativo, vai de cada um. Você pode ser a imagem do paraíso e não ter absolutamente nada por dentro ou pode não ser lá a pessoa mais surreal do mundo e ter uma personalidade incrível. Sempre achei que um rostinho bonito e um corpinho legal eram mais do que válidos, mas isso começa a encomodar quando até eu mesma passei a me enxergar um sutiã tamanho 48 gigante. Digo, não sou bonita, mas namoro um cara lindo, que não me acha a mais perfeita das mulheres, mas mesmo assim me ama.Nem tudo nesse mundo está perdido, se ser um monte de carne em boas condições fosse pré-requisito para alguém se apaixonar por você, o Bob Marley e suas dez diferentes espécies de piolhos não teriam tido dez filhos. #fikadika beijosmil.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Respeite-se

Respeito nunca foi regalia e sim artigo de primeira necessidade, principalmente quando se trata de respeito próprio. Entenda seus limites, procure perceber o quanto você suporta, respeite seu corpo, sua mente, sua alma. Só assim poderá perceber o quanto a vida te apetece.
Veja além do momento e aprenda a controlar seus instintos e, caso não consiga, tenha consideração por aqueles que souberam respeitar-se. Tudo na vida chega a um ponto, se você ultrapassa a barreira do poder com o seu querer, pode não dar certo. Dançe, sim. Viva, sim. Sinta, sim. Mas respeite-se. E respeite tudo e todos ao seu redor, respeite o mundo, respeite a natureza, respeite o que deve ser respeitado. Respeite o amigo, o inimigo, o amor e o ódio. Porque respeito é controle, e controle é essencial quando se está em outro planeta. Supere seus demônios com uma coisa chamada amor, porque cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.
Cosmos - 11/09/2010 - MUITO obrigada.
domingo, 29 de agosto de 2010
Viver de mentiras.

Eu sempre achei que seria insuportável pensar em você com outra pessoa, mas hoje eu pude perceber que estou morta. E cadáveres não sentem dor.
A vida é que é dificíl em meio a seus devaneios e confusões, a morte não, ela é calma, serena e, honestamente, mais tranquila.
Eu te quis TANTO, mas TANTO que chegava a doer, e você me fez sofrer TANTO, mas TANTO que talvez meu coração nunca mais seja o mesmo. Ainda assim eu sei que se houvesse alguma beleza no imenso vazio ao redor de Deus, seria você.
Não que eu tenha me acostumado á idea de ser feliz, mas tudo parecia tão bem! Há algumas horas atrás você me falava de recomeços para nós dois, sem mentiras ou traições e agora... isso.
Sei que não tenho o menor direito de te exigir nada, mas lembra quando você disse que a pior coisa do munso era me imaginar com outro alguém? Agora você sabe exatamente como eu me sinto.
Eu voltei para casa andando pelas ruas desertas sob e fina chuva que caía, sem me importar com cabelo, roupas ou maquiagem, me distraí pensando em você e no quanto seria bom se estivesse comigo, mas não estava.
Ás vezes acho que nada sabes sobre mim. Eu não sou um ursinho, tampouco um mínimo roedor que fica á sua volta buscando comida, não mais. Hoje eu pensei muito em você, no seu rosto e até pude sentir teu gosto doce de noite ébria em meio ao resfolear das árvores, mas eu soube que estava sozinha. Sozinha no sentido mais amplo da palavra, porque ainda que estejamos longe, te sinto perto o tempo todo, mas hoje não.
Honestamente, passei a noite toda vagando pelo salão, observando as expressões de meus colegas entre um gole e outro de vodka, todos pareciam felizes, menos eu.
Para mim sempre falta alguma coisa, uma presença ou um par de olhos amarelos.
Nessa noite ébria eu já estava no chão, você só deu o golpe fatal.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Estou bem, obrigada.

Existe alguém em mim que quer falar tudo que acha que sente. Quer dizer que faz qualquer coisa pra te ter ao lado todo dia à noite. Esse alguém te quer. Existe alguém que duvida. Duvida do que tu sentes e, justamente por isso, não diz o que sente. Ele não diz, e te faz achar que ele não sente nada por ti. Esse alguém te gosta muito. Existe também alguém que ferve. Alguém que ignora todo o sentimento, pois espera a cada esquina por algo melhor, algo que nunca aparece e que o faz permanecer nessa incessante busca. Esse alguém não vive sem ti.
Eu jamais pediria desculpas por fazer tudo ao contrário. Se continuamos a dividir a mesma calçada, com a diferença de hoje adotarmos sentidos opostos, é porque eu caminhei rápido o bastante para chegar naquela esquina e perceber que não quero e não preciso atravessar a rua. Já me deixei atropelar por carros imprudentes e caminhões sem freios para hoje saber que, de escoriações e feridas, vou muito bem, obrigado. Portanto, já que é inevitável o nosso cruzar de olhares e caminhos, peço que tenhas a boa vontade de fazê-lo da forma menos chata possível.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Hoje.
Hoje eu acordei meio. Meio minha, meio sua, meio de ninguém.
Hoje foi o típico dia em que, sentindo-me pela metade, manquei até você na esperança de estar completa de novo. O engraçado é que você jamais percebe ou identifica esses dias, aqueles em que eu preciso de amor em dobro, de carinho ao cubo e atenção elevada á quarta potência. E assim que eu chego de fininho, quase lambendo sua mão e colocando a cabeça embaixo para que você afague, ou você me dá um tapa, ou levanta e sai.
Cada um acredita no que quer, eu sei, mas ainda assim acho uma santa ignorância da sua parte acrditar em qualquer um, mas sempre ter os dois pés atrás comigo.
Sabe qual é um dos maiores problemas em te amar? Quando eu mais preciso, você me pede pra nunca mais ligar.
Hoje foi o típico dia em que, sentindo-me pela metade, manquei até você na esperança de estar completa de novo. O engraçado é que você jamais percebe ou identifica esses dias, aqueles em que eu preciso de amor em dobro, de carinho ao cubo e atenção elevada á quarta potência. E assim que eu chego de fininho, quase lambendo sua mão e colocando a cabeça embaixo para que você afague, ou você me dá um tapa, ou levanta e sai.
Cada um acredita no que quer, eu sei, mas ainda assim acho uma santa ignorância da sua parte acrditar em qualquer um, mas sempre ter os dois pés atrás comigo.
Sabe qual é um dos maiores problemas em te amar? Quando eu mais preciso, você me pede pra nunca mais ligar.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Did you hurt

I've been waitin my whole life
For a someone like you
To go and pick me up
And take away my blues
It's been one hell of a year
In my own shoes
But I got some questions for you
Did it hurt when you fell from heaven?
Did it hurt just to know I was right here awaiting
Did you know? Did you know?
It was love from the first time we touched.
I've been waiting my whole life
For a someone like you
To go and steal my heart
Just the way you do
It's been one hell of a year
Here a waitin on you
So I got some questions for you
Did it hurt when you fell from heaven?
Did it hurt just to know I was right here awaiting
Did you know? Did you know?
It was love from the first time we touched.
Did you hurt - Never Shout Never.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
The heart never lie.

Na minha mente eu sempre tenho você, as lembranças dos seus olhos nos meus refletindo o sentimento mútuo que nos invade sempre que estamos juntos.
Seus pensamentos já me enganaram muitas vezes e seus olhos amarelos já evitaram os meus, que sempre te descobrem, tantas outras, mas meu amor, o coração nunca mente.
Tantas vezes já chorei a plenos pulmões, ante todos ao meu redor e tantas outras já me sufoquei em um banheiro qualquer, envergonhada pela minha insistência em te amar tanto.
Quem corre atrás porque quer, nunca cansa e por mais confuso que seja para você me amar, quando seus olhos fecham antes dos meus perante seu coração acelerado, eu tenha uma única certeza na vida: é recíproco.
Tanto tempo já passou, tantos beijos, tantos abraços, tantas madrugadas ébrias entre nossas lágrimas - mais minhas do que suas - e o cansaço jamais bateu á minha porta. Talvez seja seu sorriso lindo, suas palavras medidas ou o ponto de luz que sempre vejo sobre seu ombro esquerdo que não me deixaram te esquecer.
São as palavras nunca ditas e as ofensas que você tanto mereceu ouvir quando tudo o que eu conseguia era chorar. É a nossa vida, minha maturidade completando suas brincadeiras, meu senso de direção ante suas aventuras que hoje já não me parecem mais tão vís e dissolutas como antes. Eu te esperei todos estes meses junto á dvd's que assistimos juntos, minha coleção de meias-calças e suas palavras nem sempre tão gentis.
Ás vezes paro para pensar no quanto o destino é calculista: e se eu não tivesse iso á padaria naquela noite de verão?
Provavelmente não teria sofrido tanto, tampouco crescido tanto, amado tanto, não teria sido tão feliz.
E nesse meio tempo a gente vai por aí se completando e escrevendo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, nunca teriam se cruzado.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Domingo foi dia dos pais.

Meu décimo sétimo dia dos pais junto do meu velho começou conturbado. Acordei cedo no domingo, de ressaca e exausta, enfrentei quilômetros de viajem pra chegar e te ouvir dizer que, por você, nem precisávamos ter ido. E o suéter que te levei de presente, você ao menos experimentou, foi embora sem dizer uma única palavra.
Talvez você não tenha percebido que tem uns dezessete anos que eu tento entrar no seu mundinho autista e arrancar de você um mísero elogiu, por mais medíocre que seja, ele nunca veio. Já se deu conta que, em todos estes anos, você só colocou suas mãos sujas em mim para me machucar? Não se lembra, por um acaso, de todas as marcas que deixou no meu corpo a cada surra que me deu? As que ficaram por dentro demoraram mais para cicatrizar, eu garanto.
Pai, por que tanta raiva contida dentro de você? Não entendo sequer uma palavra de todas as que profere, não sei como te fazer sorrir, não sei como te agradar, não sei mais o que fazer. E tem dezessete anos que tento reverter essa situação. Me dar casa, comida e tudo o que o seu dinheiro pode comprar não resolve o vazio imenso que existe dentro de mim, essa dor que dói no peito cada vez em que eu vejo outros pais e filhas é o frio da tua ausência, do seu status sempre ocupado.
Eu nunca conversei com você. Nunca consegui manter um diálogo civilizado por mais de cinco minutos e as raras expressões de afeto que você teve por mim na vida, não significam muito diante de todas as lágrimas que me fizeste derramar, com as mãos ou com as palavras.
Você me odeia por não ser igual a você, por ter a capacidade de amar um pouquinho mais, sorrir um pouquinho mais, ser um pouco mais flexível. Mas e aí dentro o que tem, pedra ou coração? Não sei se é ciume, mas você passou a me odiar um pouquinho mais quando me apaixonei pelo cara que você não queria, mas saiba que ele é melhor do que você, porque apesar de todas as mancadas, ele sempre teve a sensibilidade de me abraçar quando eu mais precisei.
Eu não entendo como você não percebe o quanto foi difícil pra mim conviver com alguém de quem eu morria de medo quando criança, mesmo tentando timidamente me aproximar, como um cachorrinho que chega perto do dono e coloca a cabeça embaixo do seu pé, numa tentativa desesperada de ganhar carinho. Você não tem noção do quanto foi desesperador pra mim, no auge dos meus nove anos saber que dentro de poucas horas, em uma manhã solitária, você estaria entrando numa sala de cirurgia de onde corria grande risco de não sair mais. Talvez todo o afeto, todo o carinho, todas as minhas tentativas tenham passado despercebidas através da grossa lente do seu óculos, mas quando você quase morreu, eu tive medo de te perder.
Não sei se algum dia você vai olhar pra trás e ver que eu não sou mais tão pequena para apanhar e nem tão grande para conseguir, finalmente, te ignorar como minha irmã faz, mas pai, só queria te dizer que até nos meus erros mais imperdoáveis, eu te amei a cada segundo da minha vida.
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