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domingo, 29 de agosto de 2010

Viver de mentiras.


Eu sempre achei que seria insuportável pensar em você com outra pessoa, mas hoje eu pude perceber que estou morta. E cadáveres não sentem dor.
A vida é que é dificíl em meio a seus devaneios e confusões, a morte não, ela é calma, serena e, honestamente, mais tranquila.
Eu te quis TANTO, mas TANTO que chegava a doer, e você me fez sofrer TANTO, mas TANTO que talvez meu coração nunca mais seja o mesmo. Ainda assim eu sei que se houvesse alguma beleza no imenso vazio ao redor de Deus, seria você.
Não que eu tenha me acostumado á idea de ser feliz, mas tudo parecia tão bem! Há algumas horas atrás você me falava de recomeços para nós dois, sem mentiras ou traições e agora... isso.
Sei que não tenho o menor direito de te exigir nada, mas lembra quando você disse que a pior coisa do munso era me imaginar com outro alguém? Agora você sabe exatamente como eu me sinto.
Eu voltei para casa andando pelas ruas desertas sob e fina chuva que caía, sem me importar com cabelo, roupas ou maquiagem, me distraí pensando em você e no quanto seria bom se estivesse comigo, mas não estava.
Ás vezes acho que nada sabes sobre mim. Eu não sou um ursinho, tampouco um mínimo roedor que fica á sua volta buscando comida, não mais. Hoje eu pensei muito em você, no seu rosto e até pude sentir teu gosto doce de noite ébria em meio ao resfolear das árvores, mas eu soube que estava sozinha. Sozinha no sentido mais amplo da palavra, porque ainda que estejamos longe, te sinto perto o tempo todo, mas hoje não.
Honestamente, passei a noite toda vagando pelo salão, observando as expressões de meus colegas entre um gole e outro de vodka, todos pareciam felizes, menos eu.
Para mim sempre falta alguma coisa, uma presença ou um par de olhos amarelos.

Nessa noite ébria eu já estava no chão, você só deu o golpe fatal.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Estou bem, obrigada.



Existe alguém em mim que quer falar tudo que acha que sente. Quer dizer que faz qualquer coisa pra te ter ao lado todo dia à noite. Esse alguém te quer. Existe alguém que duvida. Duvida do que tu sentes e, justamente por isso, não diz o que sente. Ele não diz, e te faz achar que ele não sente nada por ti. Esse alguém te gosta muito. Existe também alguém que ferve. Alguém que ignora todo o sentimento, pois espera a cada esquina por algo melhor, algo que nunca aparece e que o faz permanecer nessa incessante busca. Esse alguém não vive sem ti.
Eu jamais pediria desculpas por fazer tudo ao contrário. Se continuamos a dividir a mesma calçada, com a diferença de hoje adotarmos sentidos opostos, é porque eu caminhei rápido o bastante para chegar naquela esquina e perceber que não quero e não preciso atravessar a rua. Já me deixei atropelar por carros imprudentes e caminhões sem freios para hoje saber que, de escoriações e feridas, vou muito bem, obrigado. Portanto, já que é inevitável o nosso cruzar de olhares e caminhos, peço que tenhas a boa vontade de fazê-lo da forma menos chata possível.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Hoje.

Hoje eu acordei meio. Meio minha, meio sua, meio de ninguém.
Hoje foi o típico dia em que, sentindo-me pela metade, manquei até você na esperança de estar completa de novo. O engraçado é que você jamais percebe ou identifica esses dias, aqueles em que eu preciso de amor em dobro, de carinho ao cubo e atenção elevada á quarta potência. E assim que eu chego de fininho, quase lambendo sua mão e colocando a cabeça embaixo para que você afague, ou você me dá um tapa, ou levanta e sai.
Cada um acredita no que quer, eu sei, mas ainda assim acho uma santa ignorância da sua parte acrditar em qualquer um, mas sempre ter os dois pés atrás comigo.
Sabe qual é um dos maiores problemas em te amar? Quando eu mais preciso, você me pede pra nunca mais ligar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Did you hurt


I've been waitin my whole life
For a someone like you
To go and pick me up
And take away my blues
It's been one hell of a year
In my own shoes
But I got some questions for you

Did it hurt when you fell from heaven?
Did it hurt just to know I was right here awaiting
Did you know? Did you know?
It was love from the first time we touched.

I've been waiting my whole life
For a someone like you
To go and steal my heart
Just the way you do
It's been one hell of a year
Here a waitin on you
So I got some questions for you

Did it hurt when you fell from heaven?
Did it hurt just to know I was right here awaiting
Did you know? Did you know?
It was love from the first time we touched.

Did you hurt - Never Shout Never.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

The heart never lie.


Na minha mente eu sempre tenho você, as lembranças dos seus olhos nos meus refletindo o sentimento mútuo que nos invade sempre que estamos juntos.
Seus pensamentos já me enganaram muitas vezes e seus olhos amarelos já evitaram os meus, que sempre te descobrem, tantas outras, mas meu amor, o coração nunca mente.
Tantas vezes já chorei a plenos pulmões, ante todos ao meu redor e tantas outras já me sufoquei em um banheiro qualquer, envergonhada pela minha insistência em te amar tanto.
Quem corre atrás porque quer, nunca cansa e por mais confuso que seja para você me amar, quando seus olhos fecham antes dos meus perante seu coração acelerado, eu tenha uma única certeza na vida: é recíproco.
Tanto tempo já passou, tantos beijos, tantos abraços, tantas madrugadas ébrias entre nossas lágrimas - mais minhas do que suas - e o cansaço jamais bateu á minha porta. Talvez seja seu sorriso lindo, suas palavras medidas ou o ponto de luz que sempre vejo sobre seu ombro esquerdo que não me deixaram te esquecer.
São as palavras nunca ditas e as ofensas que você tanto mereceu ouvir quando tudo o que eu conseguia era chorar. É a nossa vida, minha maturidade completando suas brincadeiras, meu senso de direção ante suas aventuras que hoje já não me parecem mais tão vís e dissolutas como antes. Eu te esperei todos estes meses junto á dvd's que assistimos juntos, minha coleção de meias-calças e suas palavras nem sempre tão gentis.
Ás vezes paro para pensar no quanto o destino é calculista: e se eu não tivesse iso á padaria naquela noite de verão?
Provavelmente não teria sofrido tanto, tampouco crescido tanto, amado tanto, não teria sido tão feliz.
E nesse meio tempo a gente vai por aí se completando e escrevendo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, nunca teriam se cruzado.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Domingo foi dia dos pais.


Meu décimo sétimo dia dos pais junto do meu velho começou conturbado. Acordei cedo no domingo, de ressaca e exausta, enfrentei quilômetros de viajem pra chegar e te ouvir dizer que, por você, nem precisávamos ter ido. E o suéter que te levei de presente, você ao menos experimentou, foi embora sem dizer uma única palavra.
Talvez você não tenha percebido que tem uns dezessete anos que eu tento entrar no seu mundinho autista e arrancar de você um mísero elogiu, por mais medíocre que seja, ele nunca veio. Já se deu conta que, em todos estes anos, você só colocou suas mãos sujas em mim para me machucar? Não se lembra, por um acaso, de todas as marcas que deixou no meu corpo a cada surra que me deu? As que ficaram por dentro demoraram mais para cicatrizar, eu garanto.
Pai, por que tanta raiva contida dentro de você? Não entendo sequer uma palavra de todas as que profere, não sei como te fazer sorrir, não sei como te agradar, não sei mais o que fazer. E tem dezessete anos que tento reverter essa situação. Me dar casa, comida e tudo o que o seu dinheiro pode comprar não resolve o vazio imenso que existe dentro de mim, essa dor que dói no peito cada vez em que eu vejo outros pais e filhas é o frio da tua ausência, do seu status sempre ocupado.
Eu nunca conversei com você. Nunca consegui manter um diálogo civilizado por mais de cinco minutos e as raras expressões de afeto que você teve por mim na vida, não significam muito diante de todas as lágrimas que me fizeste derramar, com as mãos ou com as palavras.
Você me odeia por não ser igual a você, por ter a capacidade de amar um pouquinho mais, sorrir um pouquinho mais, ser um pouco mais flexível. Mas e aí dentro o que tem, pedra ou coração? Não sei se é ciume, mas você passou a me odiar um pouquinho mais quando me apaixonei pelo cara que você não queria, mas saiba que ele é melhor do que você, porque apesar de todas as mancadas, ele sempre teve a sensibilidade de me abraçar quando eu mais precisei.
Eu não entendo como você não percebe o quanto foi difícil pra mim conviver com alguém de quem eu morria de medo quando criança, mesmo tentando timidamente me aproximar, como um cachorrinho que chega perto do dono e coloca a cabeça embaixo do seu pé, numa tentativa desesperada de ganhar carinho. Você não tem noção do quanto foi desesperador pra mim, no auge dos meus nove anos saber que dentro de poucas horas, em uma manhã solitária, você estaria entrando numa sala de cirurgia de onde corria grande risco de não sair mais. Talvez todo o afeto, todo o carinho, todas as minhas tentativas tenham passado despercebidas através da grossa lente do seu óculos, mas quando você quase morreu, eu tive medo de te perder.
Não sei se algum dia você vai olhar pra trás e ver que eu não sou mais tão pequena para apanhar e nem tão grande para conseguir, finalmente, te ignorar como minha irmã faz, mas pai, só queria te dizer que até nos meus erros mais imperdoáveis, eu te amei a cada segundo da minha vida.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010


Hoje acordei e percebi que estava mais frio do que de costume, era a ausência do seu abraço quentinho e do seu sono tranquilo. Cada vez que você se vai, leva um pedaço de mim, sem dó nem piedade parte com metade do meu coração, ou com a minha Pokebola, como costuma brincar.
Mas, meu amor, que o tempo passe devagar enquanto eu te fizer sorrir, porque é o que me basta para ser feliz. Acordar de manhã e te ver dormindo agarradinho em mim, com o sono tranquilo, como se eu pudesse te proteger de todos os males do mundo. Despertar de madrugada só pra chegar mais perto e ouvir seu coração bater calmo e sereno, tranquilo como a madrugada.
Olhar para você atravessando a rua com aquela mala enorme e ter que entrar no carro para ir ver que não fazia a mínima questão de mim foi bem mais difícil do que pensei, sua imagem, seu sorriso, seus olhos amarelos vinham á minha mente como uma mordida cruel no meu coração. Há, meu baby blue, se eu pudesse te roubar pra mim e viver eternamente no mundinho paralelo em que eu me encontro quando estamos só nós dois abraçados no sofá assistindo Harry Potter, eu o faria sem a menor pena daqueles que ficariam sem ti.
Fiquei com o coração na mão por não poder ir com você, te cuidar enquanto você estivesse dodói, segurar sua mão antes de entrar na sala de cirurgia. Quero estar contigo pra sempre, sem mais distâncias, sem mais intrusos, sem mais ninguém. Só nós dois e um bom filme no dvd.
Depois que você se foi eu descobri porque solidão se escreve no aumentativo.

sábado, 31 de julho de 2010

Já moreu por alguém hoje?


Já sentiu minha falta hoje? A pouco eu estava olhando algumas fotos de alguns casais e sempre que isso acontece aquela pontinha fiina da nostalgia me finca um pouco mais forte o estômago. Já morreu de saudades de mim alguma vez? Ficar me remoendo por você chega a ser normal, mas há momentos em que a coisa fica pior, ver fotos é um deles.
Por que não podemos finalmente ficar juntos de novo pra que eu possa expor de novo tooodas as dezenas de fotos que temos juntos, registrando nossos momentos mais felizes? Ai, amor, eu sei que parece bobagem, mas dói o vazio da aliança no meu dedo. Eu sinto falta do "namorando" no status e de você pra chamar de meu.
To sabendo que agora, "isso nos desgasta muito", é o que você sempre diz. Mas ainda assim, saiba que eu sinto a sua falta, dos seus beijos, da sua mão, da sua boca no meu rosto, sorrindo pra mim. ♥

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Os maiores idiotas do mundo

Hoje eu espiei um fotolog, mas foi uma olhadinha de nada, estava no perfil de um dos meus visitantes recentes. A princípio olhei de curiosa, pois o nome era idêntico ao daqui do blog "mundode****". E essa pequena página com poucos contatos (mais do que os meus) era do feliz ganhador do segundo coração que você partiu, ainda lembra daquela artesã?
E lá havia fotos deles, como antes haviam nossas por aqui e ele escreve textos para ela, como eu escrevo para você e ele ama ela como eu amo você. Não pense que muito me encantou encontrar tantas semelhanças com o cara que hoje faz feliz quem muito te ajudou a me fazer sofrer.
A princípio me senti acompanhada, "não sou a única que chega a esse ponto", depois fiquei com pena. Dele e de mim. Somos dois idiotas que sofreram como cachorros de rua por quem muito nos fez mal. A diferença? Para ele deu certo. Ela, como a menina esperta que é, te deixou e foi ficar com quem realmente a amava, descobriu-se apaixonada pelo seu ex/atual amor.
E eu continuo aqui, te amando burra, cega e incondicionalmente. Encontrei palavras parecidas em nossos textos, a mesma situação para os dois, eu por você, ele por ela. Espero que não existam mais tantos corações insistentes no mundo, porque ainda que estejamos bem agora, só eu sei o que eu sofri.
Desejo toda a sorte do mundo para eles e talvez um professor de gramática, são bons textos, mas com muitos erros de português.
Para nós, meu amor, eu desejo paciência, confiança e persistência porque, apesar de tudo, eu te amo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Azar e saudade.


Hoje eu olhei no espelho e vi uma garota e ela não sabia se precisava, se amava mais ela mesma ou você.
Sinceramente ela estava confusa e no seu raio x não conseguiram encontrar seu coração, apenas fragmentos escuros, quase imperceptíveis. Como algumas coisas são inexplicáveis! Mesmo que você tenha partido seu coração ela ainda no ama com cada pedaçinho que restou.
Nossos sentimentos são como mosaicos e nós, como artesãos. Você quebrou minha obra de arte muitas vezes e eu a reconstruí e presenteei-o novamente. Mas com o passar do tempo seu jeito desastrado já não me dava tempo de secar a cola... e então eu passei a cortar meus dedos para refazer meu coração com vidro mais resistente. Foi então que você começou a não dar tempo nem mesmo para que meus cortes cicatrizassem e eu juntei tudo outra vez e guardei comigo. Se você não tinha cuidado com tudo de mais precioso que pude te dar, então ao menos merecia ficar sem durante algum tempo.
O problema é que você não se importou em ficar sem meu coração, apenas procurou outro para por no lugar, e acabou quebrando este também. Mas a artesã não era tão insistente, ela apenas juntou seus cacos, refez e presenteou outra pessoa, alguém que cuidou dele como se fosse uma dádiva divina.
Hoje talvez eu tenha te magoado, mas seu coração nunca foi meu para que pudesse esbarrar nele e quebrar. Você continua apenas com raiva, orgulho ferido e sendo hipócrita o bastante para dizer que não me perdoa, que não vem mais me ver e tampouco está ligando para o que eu sinto ou deixo de sentir.
E eu estou aqui outra vez, sentada quietinha e tapada, depois de ficar nervosa o bastante a ponto de vomitar. Mas você não está nem aí, pouco se lixando para tudo o que eu engolí por sua causa, despedindo-se de mim com um "beijos tanara, boa sorte com seus pais".
O que me faz repensar se você ainda quer me ver, se ainda pensa em mim, porque eu penso tanto em nós dois que chega a doer.
Entendo que você não esteja bem comigo, entendo até que não queira mais me ver. Só queria que soubesse que a cola já secou e meus dedos já cicatrizaram, Baby, vem me ver que eu to morrendo de saudades.

domingo, 11 de julho de 2010



Eu tive sorte, eu tive azar e hoje eu tenho certeza. Perdi muito tempo da minha vida tratando como prioridade quem me trata somente como opção. Não mais, estou numa nova casa, numa nova vida e não quero mais sofrer a humilhação de ainda chorar lágrimas de sangue pelo simples fato de você não se importar.
Sinto muito por todo o meu tempo perdido e pelas vezes em que fui dormir vencida pelo cansaço e sem água no corpo, de tanto chorar.
Acabou. Minhas melhores amigas só dizem que sou burra, que sou ótaria e que não irão mais me consolar pela mesma pessoa. É hora de transcender. Ainda que eu jamais vá esquecer as coisas boas (e ruins) do tempo em que passamos juntos, a maior parte de mim sabe que é um erro continuar insistindo em algo tão estúpido. Amar não é o bastante, precisa ter respeito e isso, meu bem, já se perdeu entre nós a tempos.
Sem mais lágrimas, sem mais angústias, sem mais amores mal resolvidos que só sabem me ferir. Pensando apenas no que é melhor pra mim, vivendo cada dia e descobrindo que os pedaços do meu coração ainda podem formar uma célula revolucionária.
Hoje, amanhã e sempre, de agora em diante, transcendendo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Overtheyears


Lembra quando você me mandou certa musica uma vez que dizia "Me desculpe pelas noites em que eu deixei você mal, Agora tudo o que se tem para ver é que eu voltei a ser o rapaz pelo qual você se apaixonou e não aquele canalha que só te faz mal"? Faz mais de quatro meses.

Eu acreditei em cada palavra que você falou, cada história, cada pedido de desculpas, cada "não vai acontecer outra vez". E mesmo que se repetisse de novo e de novo, sempre confiei nas suas lágrimas, até que as minhas se esgotassem. E agora? Agora eu posso dizer que sei exatamente onde fica o fundo do poço e, sinceramente, o abraço da Samara até parece aconchegante.
Quase te fiz sofrer, quase me fiz sofrer, quase coloquei outra pessoa inocente na nossa história, só para te atingir. Você. Você que pouco se importa e que as vezes me odeia, se odeia e odeia todo o mundo.
Por você eu larguei tudo, abri mão de tudo, gastei minhas lágrimas, meus tênis, minha beleza e minha sanidade. Hoje, depois que você se foi com a promessa de arrumar alguém para si, depois de chorar minhas piores lágrimas, aquelas que vem do sangue por falta de água no corpo, eu vomitei minha alma, sinal do meu fracasso.
Bebi meus sonhos que, por um momento, imaginei estarem no fundo de um copo de vodka e consumi até minha garganta arder aquele com a borda preta que diz "cool strip".
Não consigo dormir, nem comer, nem me mexer. Não sei se está frio ou calor, o que eu sei é que dentro da sua camiseta faz uma temperatura de saudade que me consome. Por que eu sempre tenho que ser a culpada? Dói muito mais em mim do que em você, pois eu sempre acho que minha responsabilidade é maior, meu medo é mais intenso e sua raiva não vai passar.
Há muito não sei da sua vida, talvez há muito eu não faça mais parte dela e você esqueceu de me contar.
Sabe o que é patético? Me ver aqui deitada, vestindo suas roupas, sujando o urso que você me deu com maquiagem e, sim, chupando meu dedão como quando eu tinha seis anos.
Deve ser o álcool. Tantas vezes já pensei em me matar por sua causa, seu estúpido, chega a um ponto em que a morte parece tão mais fácil... eram oitenta e quatro no dia daquela formatura em que a Kelly dormiu lá em casa. Eu teria tomado se ela não tivesse me impedido.
Não sou boa pessoa para ninguém além de você. Dezessete anos, com uma ficha de dar inveja em qualquer esquizofrênico e um amor que é tanto que chega a não ser.
Já pensou que talvez, só talvez, eu precise de você mais do que preciso de mim? Como é que não percebe que eu morro, sumo, fico offline quando você não está? Eu te amo, criatura, não preciso de mais nada se te tiver aqui comigo. Ao longo dos anos eu aprendi que um dia você vai ser de novo o cara que eu conheci, descobri que de todas as pessoas do mundo você é unico, ao longo dos anos eu aprendi que você é a minha úncia excessão.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O lado positivo



Um dia eu conheci um homem de 1,87m de altura e ele era o homem mais bonito do mundo. Quando eu tinha quinze anos, minha auto-estima não me deixava sentir muito alta, mas foi quando o homem mais bonito do mundo de apaixonou por mim que eu descobri que você pode ser tão alta quanto seu coração te permitir ou tão baixa quanto o mundo quiser te fazer parecer.
Um dia eu descobri que o homem de 1,87m de altura podia me fazer sentir um arranha-céu, mas também conseguiu fazer com que eu fosse uma formiguinha por muito tempo. E esse homem tão bonito e tão ambicioso num mundo que nos causa tantos vícios, foi quem me fez chorar lágrimas de sangue.
Depois de alguns anos, me dei conta do quão grande eu sou e do quão pequena ele me fez parecer enquanto esteve ao meu lado, compensando cada sorrido com litros de lágrimas. Hoje ele ainda tem 1,87m e ainda é o homem mais bonito do mundo e talvez, dentro de pouco tempo, também seja o mais solitário, pois só fez sofrer as pessoas que o amaram.
E eu? Bom, eu posso dizer que aprendi a ver o lado positivo das coisas, tenho 1,67m.



Texto baseado na musica On the Brightside - Never Shout Never

terça-feira, 6 de julho de 2010



"Me diga agora sem demora, o que vai ser de mim, de mim e de você?
Do Tempo que passou de tudo que ficou do que a gente viveu
da ferida que restou?
Precisamos conversar, te quero só pra mim, não temos mais tempo pra perder." ♥

domingo, 4 de julho de 2010

Cólica e saudade


Acordei as 11h e 30minno domingo - um milagre divino. Olhei para o lado e vi uma das minhas (duas) melhores amigas dormindo como um anjo. E pensar que daqui a quatro dias estarei completamente só me fez lembrar, mais uma vez, de você. Ver a Diza dormindo foi quase como acordar e te ter entrando pela porta do meu quarto todo molhado, com uma toalha na cintura e um cabelo de porco-espinho só para me fazer rir. Foi o devaneio mais acolhedor que tive nos últimos dias, uma lembrança boa salva no meio de tanta mágoa.
Ver meu melhor amigo esta tarde quase te trouxe junto, só em presença; e o abraço de despedida que dei nele e que tanto me fez chorar, me fez chorar como se abraçasse você.
Sentir-se sozinha é tão profundamente triste que chega a me cansar, como se eu carregasse sobre minhas frágeis costelas, o peso do mundo. Onde é que você estava quando eu tanto precisei? Quem te desfrutava enquanto a solidão desfrutava de mim? Meu amor, meu Don Juan barato, que tanto me faz querer te odiar sem sucesso, o que você quer de mim?
Há tempos o meu acordar sozinha se torna mais escuro, menos esperançoso e é na sua ausência, que tanto me dói, que eu acordo sentindo as duas piores coisas no mundo: cólica e saudade.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Princesas.



Desde pequena, meu pai me chamava de princesinha, desde sempre eu tive mais de uma coroa em casa e a plaquinha que fica pendurada na porta do meu quarto diz "aqui dorme uma princesa". Já fiz aulas de etiqueta, já li livros dignos da realeza e fui ensinada a agir sempre com delicadeza.
Mas o que torna uma princesa, princesa? Garanto que não é o quilate do ouro na tiara, tampouco o tamanho do seu jeans de marca.
Durante muito tempo tive a pretenção de achar que podia ser digna de algo assim somente pelo rímel nos cilios, jeans 36 e uma bela coroa. Mas foi depois de bem mais velha que eu pude ver o que uma princesa realmente faz. Quando me decidi a fazer trabalho comunitário em um orfanato e vi crianças que foram abandonadas, rejeitadas e que sofreram todo tipo de abusos sorrirem, me abraçarem e fazerem festa quando eu chegava, foi aí que me senti princesa, capaz de fazer sorrir quem jamais teve motivos pra isso. Nas vezes em que me descobri traida pelo amor da minha vida e me controlei, respirei fundo e não alterei o tom da voz. E quando perdi minha melhor amiga, fui superior o bastante para não me desesperar e apenas ignora-la até poder ir para casa.
Foram pequenas conquistas para uma geminiana que realmente tem outra por dentro, mínimos controles no meu gênio forte e uma descoberta de amor maior por todas aquelas crianças que cuidei. Sinceramente, acho que eu precisava mais delas do que elas de mim, minha sede de amor e realidade superava toda a carência de afeto que elas tinham.
Melhor amiga foi o que eu descobri quando pude deixar o covil que me guardava durante o carnaval e foram todas as decepções, todas as mentiras e traições que passei durante o ano de 2009 que me fizeram amadurecer a ponto de transcender de mim mesma. Afinal de contas, quem mais me fez chorar, foi consequêntemente, quem mais me fez feliz.

domingo, 27 de junho de 2010

O Novo



A gente acha que, por já ter jogado uma ou duas vezes, pega experiência. PAPO. Mais uma cidade. Novo ar. Uma casa nova, no mesmo lugar. No entanto, acumulam-se teias de aranha naqueles cantos da nossa alma que a gente tem medo de mexer. Sempre tive medo de mudar a ponto de não me reconhecer em escritos antigos, espelhos empoeirados. Então eu volto ao estado inicial, aquele de anos atrás. A gente sempre acaba voltando pro cassino. Mas o jogo é outro, mais difícil, imprevisível e com uma aposta mínima que a gente simplesmente não tem como pagar. É o mundo ensinando a gente que ainda não deixamos de ser os adolescentes cheios de dúvidas que éramos. A diferença é que somos maiores que outrora, e em nossas cabeças há ainda mais espaço para mais e mais questionamentos.
Quanto mais claro fica para mim a noção do que é certo, mais meus pés apontam para o obscuro caminho do absolutamente desconhecido.
Não posso dizer que não gosto. Mas também não direi que tem sido simples. E o que é simples, aos vinte-e-tantos anos? A gente se sente velho demais para jogar tudo pra cima e fugir. A gente se vê jovem demais pra dar o próximo passo sem olhar pra trás. Então a gente fecha os olhos e caminha até cair. A cada vez que ergo meu corpo, percebo nos pés descalços a textura de um novo chão, na pele o toque de um vento que vem de outro lugar, e que traz consigo outros aromas. Um deles, em especial, me captura o olfato, prendendo-me numa não-intencional caçada sem espingarda em punhos. É o momento em que meu peito pode ser perfurado pela mais insignificante flecha de papel.

Na mosca, guria. Na mosca.
É sua, aquela silhueta turva dois quarteirões adiante?
Por quê sozinha?
Seria apenas na minha cabeça?
Tenho acordado de sonho nenhum, tenho dormido apenas pra ver se paro de sonhar…
… pra variar.

E é tão real, o pesadelo de perder o discernimento pra sempre.
Mais uma cidade. Novo ar. Uma casa nova, no mesmo lugar.
O que eu aprendi com o amor? Palavrões novos.

- Por Lucas Silveira, a quem eu admiro muito.

sábado, 19 de junho de 2010

Diga a ela como você a admira. Quando estiver desanimada, abrace-a forte. Escolha-a sempre entre todas as outras mulheres ao seu redor. Brinque com seus cabelos. Faça cócegas nela. Apenas converse com ela. Colha flores de outros jardins e dê a ela. Leve-a na praia e vejam o sol se pôr. Segure sua mão e faça uma caminhada. Segure sua mão e corra. Segure sua mão, e levemente a beije. Apenas segure sua mão. Converse com ela no cinema. Diga que ela está linda. Apresente ela a seus amigos como: "A mulher da minha vida." Leve ela à biblioteca, a parques de diversões e à cafeterias. Faça massagens em suas costas. Faça ela adormecer em seus braços. Diga-lhe gracejos bobos; talvez isso a faça sorrir. Escreva poemas sobre ela. Caminhe com ela, nem que seja pelo quarteirão. Jogue pedrinhas na janela dela à noite.
Surpreenda ela. Faça coisas que a faça sorrir, dar risada, e a faça querer beijar você loucamente. Quando ela começar a gritar com você, escute-a e pergunte o que a deixou assim. Deixe-a louca por você, depois a beije suavemente. Ligue somente para dizer "Oi". Ligue de volta quando ela te ligar. Sussurre em seu ouvido. Cante para ela, não importa o quanto ache que sua voz não é legal. ♪ Escreva seus nomes numa árvore. Empurre-a em balanços. Desculpe-se quando fizer algo que a deixou triste e não repita de novo. Deixe recadinhos inesperados no carro, na porta, expresse o quanto ela significa para você. Leve-a para lugares românticos e leve cobertores para verem as estrelas. Apareça de surpresa. Dê presentes que só vocês entendem. Ensine-a a tocar um instrumento. Escreva uma música para ela. Diga a ela que você acredita que isso seja um conto de fadas.
Sinta o perfume dela. Carregue os livros para ela. Diga que ela é a chave do seu coração. Faça cds com músicas que lembram vocês. Escreva-lhe cartas. Se pedir que você vá a um show com ela, vá, mesmo que viagem 5 horas. Saiam pela estrada, sem nenhum destino. Acredite nos sonhos dela, ajude a transformá-los em realidade. Ouça as músicas favoritas dela. Quando ela estiver triste, fique no telefone com ela, mesmo que ela não esteja dizendo nada. Compre a ela um sorvete. Olhe em seus olhos e sorria. Dance devagar com ela se a música for rápida. Deixe ela tirar de você quantas fotografias quiser. Faça a ela um romântico jantar em dias especiais. Lembre-se de datas e a surpreenda em seu aniversário. Beije-a na testa. Beije-a na chuva. Beije-a onde ela menos espera! Sempre que quiser estar com ela, diga. Seja seu melhor amigo. Depois de tudo isso... Quando ela menos esperar, diga em seu ouvido, bem baixinho: — Eu te amo!

- Flavia Falcão

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Desde pequenos, sonhamos com nossa casa própria e nossa vida própria, de preferência bem longe dos pais.
Eu alcançei isso. Uhuu, parabéns pra mim? Não. Todo mundo quer sair de casa, mas não sabe a verdadeira face da vida adulta. Aquela em que lavamos, passamos, cozinhamos, limpamos banheiros e vamos ao mercado sozinhos, escolhemos as compras sozinhos, carregamos tudo para casa e comemos sozinhos depois. Quando fui morar sozinha, cheguei pensando "cidade grande, vida sem os pais, festa", me dei mal. Estar aqui longe de toda a mordomia que eu tinha, longe da minha familia, da minha empregada e de qualquer coisa que facilite a minha vida ensinou-me, na marra, o que é ser independente.
Depois de um tempo descobrimos que o conto de fadas não era tão bonito assim e que de vantajoso, só nos resta o direito de ir e vir sem precisar avisar ninguém, ou melhor, sem ter para quem avisar.
Depois de muito chorar de tristeza ao ver minhas unhas após a lavajem das minhas roupas, ou de quase vomitar cada vez em que ia limpar um simples banheiro eu descobri que esse tempo solitário me fez bem.Hoje voltei da escola planejando meu almoço, tomei um enorme banho de chuva (o que antigamente teria me deixado morta de ódio e de vergonha) sem me preocupar se meu cabelo estava horrendo ou se alguém estava achando feio. Pela primeira vez em muitos anos eu saí de casa sem maquiagem e de cabelos molhados parar ir ao mercado comprar mantimentos para mim mesma e não chorei de cansaço por carregar as sacolas por quilômetros na volta para casa.
Viver sozinha implica em muitas responsablidades e se você não souber escolher minunciosamente suas prioridades, vai sofrer tanto quanto eu sofri, achando que iria mandar minhas roupas para a lavanderia ou que a comida iria se comprar sozinha e aparecer no armário. Depois de tudo o que passei com a mudança radical no meu cotidiano, aprendi meus valores, aprendi a ser forte.
A princesinha amadureceu quase á base da porrada, mas amadureceu. Aprendi lições de adulta, aprendi a me virar sozinha e a não dar mais tanta importancia para coisas pequenas, para minorias, na verdade. A vida solitária já é tão vazia para que eu me preocupe com qualquer detalhe!
Hoje eu sei que, se eu quiser comer, que cozinhe. Se eu quiser roupas limpas e cheirosas, que lave. Se eu ficar doente, vou ter que cuidar de mim mesma. E por aí vai, sem excessões, é a vida de gente grande, Magnata, você tem que aprender a conviver consigo mesma (:

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Uma princesa perdida.

Ela não sabe quem eu sou, mas não me encanta menos por isso. É linda, sorridente, positiva... uma deusa. Uma princesa perdida nesse mundos de realidades que não se aplicam á sua delicada aura, tão doce, tão pura, tão inexplicável.
O modo como ela se move é suave o bastante para assustar, mas ao mesmo tempo fascina o farfalhar de seus cabelos meio loiros, meio morenos. Seus olhos são negros, mas com um brilho azulado, não se explicar.
Tanara significa princesa,ela faz jus ao nome. Será que não tem nenhum defeito?! Me espanta olhar e olhar, passar todo o tempo possível admirando-a sem encontrar nenhuma falha, nenhum medo.
A perfeição em estilo, com suas roupas sempre diferentes e acessórios improváveis combinados com os penduricalhos nos seus cabelos, como é linda!
Tanara, seu unico erro foi amar demais um cara que não se apaixonou por ela com a mesma intencidade, nem sequer com o respeito que ela merece. Mas ainda assim ela o ama, isso me mortifica, mas ela o ama! O que fazer a respeito? Nada :/ só posso continuar a observa-la.
Podes não perceber, mas toda a vez em que passas por mim, inflo o peito num sorriso e te olho como se fosse te liquefazer e te beber até ficar de porre. E assim você passa por mim, o invisível perante seus olhos apaixonados por aquele cara.
Sou apaixonado por você desde a primeira vez que eu te vi, mas estou ciente das minhas condições de anônimo, de insípido, inodoro e incolor aos seus olhos maravilhosos. Eu te amo, Tanara Rodrigues, minha princesa perdida, que ainda não me econtrou.





esse texto foi-me mandado por email hoje mais cedo! é anônimo,mas fiquei encantada e espantada com tamanha delicadeza *_______*
obrigada, anonimo, quem quer que seja!